ADSE quer mais acordos com prestadores “privilegiados”

  • ECO
  • 5 Fevereiro 2018

ADSE quer celebrar mais acordos com prestadores de serviços de saúde "privilegiados". Além disso, quer passar a prestar diretamente esse tipo de cuidados através de compras ou de novas unidades.

A ADSE quer celebrar mais acordos com prestadores de saúde “privilegiados” ou “preferenciais”, que garantam preços mais baixos ao instituto e aos seus beneficiários. No seu Plano Estratégico para os próximos três anos, a entidade pública considera “cruciais” esses novos elos e realça a intenção de passar a prestar ela mesma cuidados de saúde, através da participação em unidades já existentes, ou da construção e gestão de novas unidades próprias. O documento a que o Negócios teve acesso é discutido, esta segunda-feira, pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS).

De acordo com o Plano Estratégico da ADSE, estas propostas justificam-se pela “forte dependência” de um número reduzido de prestadores de cuidados de saúde de grande dimensão, pela necessidade de controlar e de reduzir custos e pela vontade de oferecer serviços mais baratos aos beneficiários.

“Este caminho começou a ser feito em 2017, com a celebração de dois acordos com prestadores preferenciais na área oncológica reconhecidos pelo seu serviço de excelência, os quais oferecem valores mais económicos por ato, quer para o beneficiário, quer para a ADSE”, esclarece o documento.

Por outro lado, a possibilidade da ADSE se assumir ela mesma como prestadora direta de serviços de saúde surgiu em 2016, quando o diploma que a transformou num Instituto Público autorizou a sua participação “em entidades de direito privado com ou sem fins lucrativos, bem como a aquisição de participações nessas entidades”.

O Conselho Geral e da Supervisão da ADSE já se mostrou descontente com estas propostas, considerando que o documento deveria ser mais orientado para os beneficiários e mais concreto quanto à previsível evolução da situação financeira. O órgão pede ainda a garantia de que os descontos dos beneficiários não voltem a aumentar.

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