Chineses da Geely entram no capital da Daimler. Querem parceria nos elétricos

  • Juliana Nogueira Santos
  • 6 Fevereiro 2018

A Geely terá agora nas suas mãos 3% do capital da Daimler, dona de marcas como a Mercedes Benz. A operação não foi confirmada nem desmentida, mas o interesse numa parceria nos elétricos foi reiterada.

A chinesa Geely, dona da Volvo, terá entrado no capital da alemã Daimler através da compra de ações. A operação, avançada esta terça-feira pela Reuters, terá como objetivo principal o estabelecimento de uma parceria para o desenvolvimento e produção de novas tecnologias no campo dos veículos elétricos.

A dimensão da operação ainda não é conhecida, mas tudo aponta para que a Geely se tenha ficado pelos 3%, visto que, para obter uma posição maior, teria de comunicar a decisão ao regulador dos mercados alemão. À agência, fontes próximas do processo não especificaram se está nos planos da empresa chinesa comprar mais ações.

O interesse dos chineses na dona da Mercedes Benz já era conhecido, sendo que, em novembro, a Reuters noticiou também que a fabricante chinesa ia tentar entrar no capital por outros meios. Até então, a operação não foi confirmada nem desmentida por nenhuma das empresas, sendo que, do lado da Daimler o interesse de novos acionistas é “bem-vindo”.

Em comentário a esta informação, a alemã afirmou apenas que qualquer alteração à sua estrutura acionista vai ser publicada no site oficial. Fontes próximas da Geely confirmam que a empresa chinesa sempre esteve interessada em ter acesso às tecnologias da Daimler, tendo já planeado a construção de um hub conjunto em Wuhan, na província de Hubei.

Os produtores automóveis chineses têm estado sob fogo cerrado devido às quotas de emissões de gases poluentes impostas por Pequim. A produção de baterias e veículos elétricos é já uma necessidade do setor.

Por outro lado, a Volvo, uma das três marcas do portefólio da Geely, já tinha anunciado que a partir de 2019 todos os automóveis da marca teriam motores elétricos, fossem eles híbridos ou totalmente alimentados a energia elétrica. Até 2025, a produtora sueca planeia vender até um milhão de carros elétricos.

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