Privados querem actualização automática dos preços pagos pela ADSE

  • ECO
  • 7 Fevereiro 2018

Hospitais privados sugerem que preço de alguns atos médicos deve ser atualizado de forma automática com base na inflação ou na atualização dos salários da Função Pública.

Os preços pagos pelo subsistema de saúde dos funcionários públicos e aposentados do Estado, a ADSE, por alguns atos médicos devem ser atualizados de forma automática usando por base a inflação ou a atualização dos salários da Função Pública. Esta é mais uma das sugestões que os hospitais privados apresentaram à direção da ADSE no âmbito das negociações que se arrastam sobre as novas tabelas de preços da ADSE, avança o Público (acesso condicionado) esta quarta-feira.

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) apresentou à direção da ADSE na sexta-feira passada a proposta de “introdução de mecanismos automáticos de evolução de preços – onde aplicável – de acordo com a inflação ou atualização salarial dos funcionários públicos que se vier a verificar, para evitar novos mecanismos de subsidiação cruzada e manter a comparabilidade de preços e custos na ADSE a longo prazo”, de acordo com o documento a que o Público teve acesso.

Recorde-se que no âmbito destas negociações, a ADSE quer celebrar acordos com hospitais e clínicas privadas nas áreas de ortopedia, oftalmologia e oncologia para garantir um tratamento prioritário e com menos encargos para os beneficiários do subsistema. Mas defende também a celebração de mais acordos com prestadores de saúde “privilegiados” ou “preferenciais”, que garantam preços mais baixos ao instituto e aos seus beneficiários.

Estas são propostas que fazem parte do Plano Estratégico para os próximos três anos cuja componente mais polémica foi a revisão das tabelas da ADSE. Tabelas essas cuja entrada em vigor foi adiada para abril.

Comentários ({{ total }})

Privados querem actualização automática dos preços pagos pela ADSE

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião