Zona euro e União Europeia crescem 2,5% em 2017, o maior crescimento pós-crise

Há dez anos que a União Europeia e a zona euro não registavam um crescimento económico tão expressivo.

A economia da União Europeia e da zona euro cresceu 2,5% em 2017, revelou o Eurostat esta quarta-feira. É preciso recuar a 2007 para encontrar uma subida do PIB mais expressiva (3%). A recuperação económica marca assim 2017, o ano em que a economia europeia mais cresceu no período pós-crise.

Crescimento do PIB na zona euro e União Europeia de 2006 a 2017

Fonte: Eurostat.

Portugal consegue assim, em 2017, crescer mais do que a União Europeia e a zona euro. Esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística revelou que o PIB português aumentou 2,7% no ano passado, principalmente devido à aceleração do investimento no país. Contudo, prevê-se nos próximos anos a economia portuguesa cresça menos do que a dos seus parceiros europeus.

Os dados do Eurostat mostram ainda que, em cadeia, do terceiro para o quarto trimestre, o PIB aumentou 0,6% em ambos. Em comparação homóloga, o quarto trimestre registou uma subida de 2,7% na zona euro e de 2,6% na União Europeia. Os motores da região, Alemanha e França, cresceram 2,9% e 2,4%, respetivamente, no final do ano. Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal, cresceu 3,1% no quarto trimestre.

A economia europeia acompanha assim o crescimento mundial, nomeadamente o PIB dos Estados Unidos que progrediu 2,5% no quarto trimestre e 0,6% em cadeia. No total do ano, os EUA cresceram 2,3%.

Recentemente, os responsáveis europeus têm argumentado que 2017 é o ano que confirma e consolida a recuperação económica do bloco. A economia europeia “está a caminho de crescer ao maior ritmo em uma década”, dizia Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Orçamentais e Económicos, em novembro.

“Entramos numa nova fase”, assinalava Moscovici. Em maio, a Comissão Europeia esperava um crescimento de 1,9% pelo que os números do Eurostat surpreendem pela positiva. Nas Previsões de Inverno deste ano, a estimativa foi revista em alta para 2,4% na zona euro.

(Notícia atualizada)

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