João Bento: “Não devia haver surpresas” nos CTT

  • ECO
  • 22 Fevereiro 2018

O presidente da Gestmin, acionista de referência dos CTT, mantém a confiança no plano de transformação da empresa e na equipa de gestão, mas não gostou da surpresa nas contas do terceiro trimestre.

A Gestmin, que é acionista de referência dos CTT, com 12,5% do capital, mostra-se descontente com a surpresa que a empresa revelou nas contas do terceiro trimestre. Ainda assim, tem vindo a reforçar nos CTT. Na véspera da greve dos trabalhadores dos CTT, agendada para esta sexta-feira, João Bento, presidente da Gestmin explica porque tem vindo a investir na empresa.

“Não achamos que a cotação atual reflita o valor da empresa. Temos confiança”, diz João Bento, presidente da Gestmin, em entrevista ao Jornal de Negócios (acesso pago). Reforçámos para dar um sinal de que acreditamos no plano [de transformação], acreditamos na empresa”. Além de que prossegue, João Bento “é adequado comprar uma vez que a cotação está baixa”. As ações dos CTT está a cotar nos 3,43 euros.

Apesar destas palavras, o gestor não deixa de deixar alguns recados. “Não é desejável que haja surpresas em empresa nenhuma. E numa empresa bem gerida ainda menos. E numa empresa bem gerida com a natureza dos CTT; em que há grande estabilidade de proveitos, não deve acontecer”.

Ações dos CTT na bolsa

Já sobre a equipa de gestão, João Bento deixa clara que “o normal é que as empresas sejam estáveis e duradouras” para a seguir acrescentar: “estamos confortáveis com a equipa de gestão que temos”.

João Bento considera ainda que “os CTT têm um papel fundamental na manutenção, que para nós Gestmin é absolutamente decisiva, de um serviço, de um serviço postal universal (SPU) em Portugal”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

João Bento: “Não devia haver surpresas” nos CTT

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião