Venda de jogadores compensa fracasso nas competições europeias. Lucros do Benfica disparam

  • Juliana Nogueira Santos
  • 28 Fevereiro 2018

A saída prematura das competições europeia ditou uma queda das receitas do Benfica. Mas as contribuições de Nelson Semedo e Mitroglou foram suficientes para os lucros dispararem 634,1%.

O primeiro semestre da época 2017/2018 não foi de sucessos nas competições europeias para o Benfica, mas as contribuições de Nelson Semedo e Mitroglou fora das quatro linhas foram suficientes para manter as contas a salvo. O clube fechou este período com receitas de 111,6 milhões de euros, um aumento de 25,6% face ao mesmo período do ano anterior, mas quando se olha para os rendimentos sem operações com atletas, a visão não é tão positiva.

Os encarnados registaram uma diminuição de 6,9% nas receitas sem ter em conta as operações com jogadores, em grande parte devido à diminuição dos prémios UEFA. Se no ano passado o Benfica tinha passado aos oitavos de final da Liga dos Campeões, este ano não foi para além da fase de grupos, o que pesou em 6,7 milhões. Assim, as receitas sem jogadores totalizaram 64,6 milhões de euros. Caiu também a receita de bilheteira (menos 600 mil euros que no primeiro semestre de 2016/2017).

Já as transações de jogadores de futebol, em que se destacam as saídas de Nelson Semedo para o Barcelona e de Mitroglou para o Marselha, renderam ao Sport Lisboa e Benfica 36,18 milhões de euros, um aumento de 69,8% face à época passada. Também as receitas com a venda dos direitos televisivos, com destaque para o contrato de 400 milhões com a Nos, aumentaram 15,5% para os 21,3 milhões de euros.

"Poderíamos desenhar um plano que não incluísse a venda de jogadores, mas isso significaria do ponto de vista prático não conseguir subir as receitas como temos subido.”

Domingos Soares de Oliveira

Administrador da SAD do Benfica

Tudo isto levou a SAD a contabilizar um lucro de 19,1 milhões de euros, um valor 634,1% acima do registado no período homólogo da época anterior. Domingos Soares de Oliveira, administrador da SAD, sublinhou, em declarações aos jornalistas, o peso das alienações, afirmando que “poderíamos desenhar um plano que não incluísse a venda de jogadores, mas isso significaria do ponto de vista prático não conseguir subir as receitas como temos subido”.

Diminuir a exposição à banca

Para além de aumentar os lucros, o Benfica conseguiu reduzir o passivo em 53 milhões de euros, através da diminuição da exposição à banca e aos fornecedores. Enquanto os empréstimos bancários totalizavam os 125,5 milhões no primeiro semestre da época de 2016/2017, perfizeram, no mesmo período desta época, os 117,3 milhões. O passivo relacionado com fornecedores caiu também de 121 milhões de euros para 79,9 milhões.

Este objetivo de diminuir o passivo foi também reiterado por Soares de Oliveira, que garantiu que o movimento é para se manter até que a exposição à banca nacional seja “marginal”.

(Notícia atualizada às 18h40 com mais informação)

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