CDS quer ouvir Centeno e Carlos Costa após relatório arrasador de Bruxelas sobre o Novo Banco

  • Marta Santos Silva
  • 7 Março 2018

O CDS-PP pretende que o ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal prestem esclarecimentos após o parecer da Comissão Europeia sobre a venda do Novo Banco.

O CDS-PP pediu, com caráter de urgência, a audição do ministro das Finanças e do Governador do Banco de Portugal na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), para que prestem explicações acerca do recém-divulgado parecer da Comissão Europeia sobre a venda do Novo Banco.

“Sabemos agora que o Estado pode ser chamado a entrar ainda com mais capital para o Novo Banco”, lê-se no pedido. “É obviamente fundamental perceber exatamente quais as responsabilidades assumidas pelo país nesta matéria, até que montante pode o Estado português ser chamado a contribuir, e quais as razões que motivaram este desenho das medidas autorizadas”.

O documento da Comissão Europeia, datado de outubro e divulgado ontem pela comunicação social, descreve uma terceira via para garantir a solidez do Novo Banco para além dos dois mecanismos existentes, e essa terceira via implica uma nova injeção de fundos estatais ou subscrição de títulos de dívida nesse sentido. A Comissão Europeia aprovou a venda do Novo Banco ao Lone Star e assinalou que, se for necessário recorrer a este mecanismo recém-divulgado, “Portugal comprometeu-se a reduzir mais o perímetro do banco, em 800 a 1.100 trabalhadores e 90 a 120 agências, num novo plano de reestruturação”.

Além disto, o CDS-PP também mostra preocupação pelas palavras da Comissão Europeia ao assinalar que “continua a haver deficiências em matérias bastante relevantes da gestão do Novo Banco sob a gestão do Fundo de Resolução”, lê-se no pedido de audição. Para o CDS, “este assunto, como é óbvio, necessita de esclarecimentos adicionais”.

Aos jornalistas, a deputada centrista Cecília Meireles anunciou este pedido de audição de urgência, assinalando a importância de perceber como é que o Estado poderá ainda ajudar o Novo Banco vendido ao Lone Star, “perceber em que moldes é que pode ser essa ajuda e até que ponto é que ela pode ir”, afirmou.

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