Quebra histórica de lucros não trava CTT. Ações avançam 1,5%

As ações dos CTT lideram as subidas do PSI-20 nesta sessão. Os títulos da empresa de serviço postal valorizam em torno de 1,5%, passando ao lado da queda histórica dos lucros.

Os CTT reportaram uma quebra histórica dos seus lucros na quarta-feira, mas tal não está a ser suficiente para penalizar o respetivo rumo bolsista. As ações da empresa liderada por Francisco Lacerda valorizar perto de 1,5%, encabeçando os ganhos do índice bolsista de Lisboa.

As ações dos CTT seguem neste momento a valorizar 1,4%, para os 3,198 euros, depois de já terem estado a ganhar perto de 3%. O avanço do título acontece depois de na quarta-feira, após o fecho do mercado, os CTT terem reportado uma quebra de mais de 50% dos seus lucros no ano passado, e acima daquilo que os analistas estimavam.

A empresa de serviço postal reportou uma diminuição de 56,1% do resultado líquido para os 27,3 milhões de euros em 2017, como consequência da deterioração do negócio postal que levou a empresa a uma profunda reestruturação nos próximos três anos.

CTT em alta

A pressionar as contas estiveram sobretudo três fatores: a queda do tráfego de correio, os gastos com plano de saída de trabalhadores e ainda a entrada da empresa Transporta no Grupo CTT.

Contudo, o mercado parece não ter ficado receoso perante o resultado reportado pela empresa de correio. “A nossa primeira leitura é que os resultados do 4T17 foram ligeiramente melhores que o esperado, nomeadamente no negócio de Correio e de Expresso & Encomendas”, explica o CaixaBI numa nota de research enviada a clientes nesta quinta-feira.

Em termos operacionais, o resultado alcançado pelos CTT não terá sido assim tão negativo. O CaixaBank BPI assinala os volumes de correio entregue que ficaram acima do previsto no último trimestre de 2017, tendo acontecido o mesmo com o EBITDA nesse período.

“Os resultados do quarto trimestre mostraram algumas dinâmicas positivas, nomeadamente no negócio de Correio, com os volumes endereçados a caírem apenas 4,5% em termos homólogos face a uma expectativa de queda de 6,0%”, refere também a esse propósito o CaixaBI.

Em termos de avaliação do título, qualquer dos dois bancos mantém a sua posição, com o CaixaBI a salientar no entanto o facto de os “CTT operarem num contexto de mercado desafiante”. O CaixaBI atribui ao título uma recomendação de “comprar” e um preço-alvo de 4,70 euros.

Já o CaixaBank BPI também recomenda “comprar”, mas com um target inferior: 4,25 euros por ação.

(Notícia atualizada às 9h00 com mais informação)

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