Toys ‘R’ Us prepara-se para fechar operações nos EUA

Dificuldade em encontrar um comprador e em ter o apoio dos credores no plano de reestruturação da dívida, tornam quase como irreversível o fecho da retalhista nos EUA, dizem fontes próximas.

A situação da Toys ‘R’ Us não está fácil. Poucos dias depois de a cadeia de lojas de brinquedos ter dado início a um processo de insolvência no Reino Unido, parece ter chegado a hora de encerrar a sua operação nos EUA. A notícia é avançada pela Bloomberg, citando fontes próximas, que dizem que a empresa se prepara para liquidar as operações da sua unidade norte-americana falida, depois de não ter conseguido encontrar um comprador, nem conseguido reestruturar a sua dívida perante os credores.

Apesar de tal ainda não ser dado como certo, o fecho da divisão norte-americana da retalhista tornou-se cada vez mais provável nos últimos dias, afirmaram fontes próximas à agência de notícias que não se quiseram identificar. Há cada vez menos confiança relativamente à possibilidade de ser encontrado um comprador que permita manter em atividade pelo menos parte do negócio, ou que hajam credores que aceitem os termos da reestruturação da dívida prevista, avançam essas fontes.

A unidade norte-americana da Toys ‘R’ Us entrou em falência em setembro, tendo sido feito um empréstimo de 3,1 mil milhões de dólares para permitir que algumas lojas se mantivessem a funcionar ao mesmo tempo que a retalhista procurava “dar a volta” à difícil situação em que se encontra. Contudo, os resultados alcançados ficaram aquém do esperado durante a quadra natalícia, elevando as dúvidas acerca da viabilidade da cadeia de lojas de brinquedos.

Ao mesmo tempo, do lado de cá do Atlântico o cenário também não é muito otimista. No final de fevereiro, a unidade do Reino Unido declarou falência. Na ocasião a empresa apontou o processo de insolvência como “a única opção viável para a empresa”. Em comunicado a empresa referiu também que “o processo restringe-se exclusivamente ao negócio do Reino Unido. Em Portugal e Espanha, este processo não afeta o normal funcionamento de todas as lojas”.

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