Índia vai ter a maior central nuclear do mundo. Construção começa antes do final do ano

  • Lusa
  • 10 Março 2018

Emmanuel Macron e Narendra Modi garantem que o objetivo é iniciar a construção da central nuclear até ao final do ano. O projeto junta uma empresa francesa e uma empresa indiana.

Paris e Nova Deli afirmaram este sábado o seu objetivo de iniciar até final de 2018 os trabalhos para a construção da “maior central nuclear do mundo”, na Índia, com seis reatores. A empresa francesa EDF, do setor elétrico, e a sua homóloga indiana Nuclear Power Corporation of India (NPCIL) assinaram um acordo naquele sentido, em Nova Deli, onde se encontra o Presidente francês, em visita até segunda-feira.

Emmanuel Macron disse esperar que o acordo definitivo sobre a construção da central de Jaitapur, na costa sudoeste da Índia, seja assinado “antes do final do ano”. Numa declaração conjunta, o Presidente francês e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, encorajaram “a EDF e a NPCIL a acelerar as negociações contratuais”, reafirmando “o objetivo de iniciar os trabalhos no final de 2018”.

“Quando terminar, o projeto de Jaitapur será a maior central nuclear do mundo com uma capacidade total de 9,6 GW” (gigawatts), especificaram os responsáveis políticos. O projeto foi negociado durante uma década e tem sido contestado pelos habitantes locais por razões ambientais. Hoje realizou-se uma manifestação na área onde está prevista a central.

Na declaração conjunta, os responsáveis políticos referem que, “além do abastecimento de energia renovável, [a central] permitirá à Índia atingir o seu objetivo de ter 40% de energia não fóssil até 2030“.

Com a segunda maior população do mundo, atingindo 1,25 mil milhões de habitantes, a Índia é o terceiro maior poluidor do planeta, com 4% das emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelas alterações climáticas, e comprometeu-se a realizar um esforço para desenvolver energias renováveis.

A energia nuclear é contestada pelas organizações de defesa do ambiente que argumentam representar um risco de poluição de água e solos em caso de acidente nas centrais, além de ainda não haver uma solução para os resíduos resultantes da atividade das unidades.

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