Inditex produz em Portugal 20% do que vende

  • Lusa
  • 14 Março 2018

O setor têxtil português é responsável pelo fabrico de 20% dos produtos que o líder mundial de comércio de roupa a retalho vende em todo o mundo.

As empresas portuguesas do setor têxtil são responsáveis pelo fabrico de 20% dos produtos que o grupo espanhol Inditex, dono da Zara e Maximo Dutti e líder mundial de comércio de roupa a retalho vende em todo o mundo.

Portugal representa, em termos de compras de produto, praticamente 20% das compras totais” da Inditex, revelou esta quarta-feira o presidente da empresa, Pablo Isla, durante a apresentação dos resultados anuais do grupo.

Segundo informação enviada pela empresa galega à CNMV (Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola), no exercício fiscal de 1 de fevereiro de 2017 até 31 de janeiro de 2018, as vendas aumentaram 8,7%, para 25.336 milhões de euros e o grupo tinha 7.475 lojas em todo o mundo.

“Na nossa perspetiva, Portugal tem e vai continuar a ter um papel chave entre os mercados mais relevantes de todo o nosso abastecimento”, sublinhou Pablo Isla.

Depois de anos a comprar e fabricar principalmente na Ásia, a Inditex adquire agora 60% dos produtos que vende em todo o mundo naquilo que chama “mercados de proximidade”: Espanha, Portugal, Marrocos e Turquia.

Segundo fonte da empresa, por razões “estratégicas”, e para não desvendar qual a sua margem comercial, a empresa não revela o valor das compras feitas em cada mercado.

“Esta produção de proximidade é uma das grandes chaves do sucesso da nossa empresa e claro que vai continuar a ser nos próximos anos”, realçou o presidente da Inditex.

Pablo Isla explicou que a “produção de proximidade” permite, por exemplo, à empresa ter uma “capacidade de reagir” e poder oferecer outros produtos em todo o mundo ainda durante uma campanha em curso.

Isso dá-nos “a possibilidade de estar a meio de março e poder ainda tomar decisões, que são significativas, para a campanha primavera/verão” que já começou, disse Pablo Isla.

A Inditex anunciou hoje lucros de 3.368 milhões de euros no exercício anual terminado em janeiro, mais 6,7% do que em 2016.

A empresa sublinhou que as vendas online aumentaram 41% e são agora responsáveis por 10% das vendas totais do grupo em 2017.

“Cada vez é mais importante a venda online” e fazemos isso “com um enfoque integrado com as lojas físicas”, disse Pablo Isla.

Os resultados operacionais (EBIT) cresceram para 4.314 milhões de euros, um aumento de 7% (+12% a taxa de câmbio constante), e a margem bruta foi de 14.260 milhões de euros, 7% superior ao exercício anterior, o que representa 56,3% das vendas.

As vendas comparáveis (lojas existentes nos dois últimos exercícios) aumentaram 5% no exercício que terminou a 31 de janeiro último, quando no anterior tinham subido 10%.

O resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) foi de 5.277 milhões de euros, um aumento de 4% em relação a 2016 (+8% a taxa de câmbio constante).

Em Portugal, o grupo Inditex tinha no final do ano passado 342 lojas com as marcas de Zara (70), Zara Kids (16), Pull&Bear (51), Massimo Dutti(42), Bershka (49), Stradivarius (44), Oysho (36), Zara Home (28) e Uterque (6).

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Inditex produz em Portugal 20% do que vende

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião