Exclusivo Banco de Portugal aprova Carlos Tavares no Montepio

Banco central já aprovou os nomes para a administração do banco Montepio, mas a lista está ainda incompleta e faltam administradores não executivos. Carlos Tavares acumula a função de chairman e CEO.

O Banco de Portugal (BdP) já aprovou a nova administração da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) liderada por Carlos Tavares, mas a equipa ainda está incompleta, apurou o ECO junto de fontes que acompanham este processo. O banco central tem a responsabilidade de avaliar a idoneidade dos candidatos a administradores de instituições financeiras e, neste caso, o processo acabou por arrastar-se porque alguns dos nomes propostos pela Associação Mutualista Montepio, acionista único do banco, foram chumbados.

Como o ECO já tinha avançado, Carlos Tavares vai acumular os cargos de presidente do conselho de administração e de presidente executivo do Montepio Geral. A partir de agora, será feito um trabalho de seleção de um presidente executivo, já que o Banco de Portugal, como o BCE, não permite a acumulação de funções durante um período superior a seis meses. Já Nuno Mota Pinto, indicado inicialmente por Tomás Correia para as funções de CEO do banco, será “despromovido” a administrador executivo. Isto devido ao perfil do ex-administrador do Banco Mundial para aquilo que é o negócio core da Caixa Económica Montepio: o retalho.

Mota Pinto não será o único administrador do Banco Mundial a vir para o Montepio. Carlos Leiria Pinto, que está numa sociedade do universo desta entidade multilateral, é outro dos nomes que vai integrar a administração. O administrador financeiro será João Carlos Mateus, que já estava no banco como diretor. A restante equipa executiva conta com Pedro Ventaneira, antigo diretor de risco do banco Haitong, e Helena Soares Moura, jurista da seguradora Ageas. Contactado pelo ECO, ainda não foi possível obter uma resposta do BdP.

A notícia não é apenas a concessão de registos, mas os nomes que Tomás Correia queria indicar e não passaram o crivo do Portugal. Além da ‘despromoção’ de Mota Pinto, o chairman Francisco Fonseca da Silva ficou pelo caminho, assim como Pedro Alves, responsável do Centro Corporativo da Associação Mutualista e que Tomás Correia tentou ‘meter’ na equipa de José Félix Morgado, o CEO que agora vai sair do banco. Finalmente, um diretor do Novo Banco, José Rosete, também estava na equipa inicialmente indicada, mas acabou por ficar fora de equipa agora aprovada.

Apesar de o banco liderado por Carlos Costa já ter aprovado estes nomes, a lista continua incompleta porque faltam alguns administradores não executivos. Tanto do lado da Associação Mutualista, como do BdP, há o consenso de que não vale a pena fechar a lista sem que os nomes apresentem total credibilidade e confiança dos responsáveis.

Passaram-se quase três meses desde que Tomás Correia anunciou que a atual administração liderada por José Félix Morgado estava de saída. Embora não coloque em causa o normal funcionamento do banco, este atraso tem impedido a Caixa Económica de avançar com outras operações de relevo, seja a venda de carteiras de crédito, seja a emissão de títulos de dívida de alta subordinação, como exigido pelo Banco Central Europeu.

A decisão é tomada numa altura em que o regulador ainda aguarda para saber como será a estrutura acionista do Montepio. Ou seja, se a Santa Casa vai, ou não, avançar com a compra de uma participação na instituição financeira. Um investimento que, juntamente com outras misericórdias, deverá ser de 50 milhões de euros por 2% do capital no banco, como avançou o ECO.

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