Spotify precisa de um ano de premium para pagar músicas à borla

O Spotify está preocupado com o acesso gratuito dos utilizadores, uma vez que que são precisos 12 meses de um utilizador premium para recuperar toda a música que ofereceu.

Será que compensa ao Spotify oferecer um serviço gratuito aos utilizadores? A empresa admite que precisa de 12 meses para recuperar, em termos financeiros, toda a música gratuita que um utilizador ouve antes de se tornar premium. No entanto, segundo o diretor financeiro, isso não é motivo de preocupação.

Na hora de efetuar o registo na plataforma, o utilizador tem duas opções: ou tem acesso aos conteúdos de forma gratuita, sendo atacado com anúncios publicitários com frequência, ou perde o amor a 8,09 euros e vê-se livre de toda essa publicidade. De acordo com dados disponibilizados pelo Spotify, citados pela France Press, no final do ano passado eram 159 milhões os utilizadores ativos, sendo que desses, 71 milhões pagam pelo serviço. Ou seja, 44,66% dos utilizadores são premium.

O problema é que, essa estratégia da empresa de tentar atrair clientes que paguem pelos serviços através dos anúncios publicitários, parece não estar ser muito rentável, uma vez que o Spotify diz que, quando um utilizador deixa de ser free para se tornar premium, são precisos 12 meses para esse dinheiro compensar toda a música gratuita que ouviu antes disso.

Essas despesas com a música são atribuídas às taxas que são aplicadas à plataforma, em termos de licenças. Um valor que alcançou os dez mil milhões de dólares (8,01 mil milhões de euros) desde a sua fundação, em 2008. Em termos de receitas o ano passado, que totalizaram cinco mil milhões de dólares (4,05 mil milhões de euros), 1,5 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) foram para essas taxas de licenciamento, de acordo com o Business Insider (conteúdo em inglês).

No entanto, embora a empresa considere esse serviço free uma despesa de marketing, Barry McCarthy, diretor financeiro, assegura que isso não é um facto que deva suscitar preocupações, pelo menos a longo prazo.

“O ad-service (com base em publicidade) é também uma forma de subsídio que compensa o custo da aquisição de novos utilizadores”, disse. O CFO explica que vê no Spotify grandes margens para crescer e que, não tarda, esses lucros estarão à vista de todos, acabando por compensar as despesas.

O Spotify está prestes a entrar em bolsa. A empresa de streaming vai avançar com uma “admissão direta” ao mercado de capitais que vai permitir aos acionistas venderem as suas ações de forma imediata. A estreia em bolsa está marcada para 3 de abril, sendo que os títulos do Spotify vão ser representados pelo código “SPOT“ em Wall Street.

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