Sarkozy detido. Campanha eleitoral de 2007 investigada

O antigo Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy foi detido em Nanterre, para ser ouvido pela polícia sobre o alegado financiamento ilícito da sua campanha eleitoral de 2007.

O antigo Presidente da República francês, Nicolas Sarkozy, foi detido em Nanterre, para ser ouvido pela polícia sobre o alegado financiamento ilícito da sua campanha eleitoral de 2007 que lhe deu a vitória sobre a socialista Ségolène Royal, avançou em primeira mão o jornal Le Monde (conteúdo em francês), notícia entretanto confirmada pela Reuters.

É a primeira vez que Sarkozy é ouvido pelas autoridades, desde a abertura do inquérito judicial, em abril de 2013, que já passou por vários juízes de instrução com o pelouro financeiro em Paris, nomeadamente Serge Tournaire, que obrigou o antigo Chefe de Estado a comparecer perante um tribunal no caso Bygmalion, avança o Le Monde. Na altura estava em causa o financiamento da campanha de 2012, que Sarkozy perdeu, pondo fim à permanência no poder de Sarkozy. Caso tivesse sido condenado o conservador arriscava uma pensa de um ano de prisão. Em fevereiro de 2017 a Justiça francesa reabriu a investigação a François Sarkozy por alegadamente ter escondido 18,5 milhões de euros na sua campanha em 2012 através da emissão de faturas falsas.

Segundo o Le Monde, a detenção de Sarkozy em Nanterre poderá durar 48 horas. A Reuters tentou contactar o advogado do ex-Chefe de Estado, mas não conseguiu.

Após a publicação, em maio de 2012 pelo site Mediapart, de um documento que dava conta de um alegado financiamento por parte do regime líbio, ainda liderada por Muammar Khadafi, da campanha presidencial de 2007, as investigações dos magistrados avançaram consideravelmente, reforçando as suspeitas que já pairavam sobre a campanha do antigo Chefe de Estado.

O Le Monde conta que, em novembro de 2016, em plenas primárias dos republicanos, o intermediário Ziad Takieddine, disse ter transportado cinco milhões de euros em dinheiro vivo de Tripoli para Paris, entre 2006 e 2007. Dinheiro que terá sido entregue a Claude Guéant e depois a Nicolas Sarkozy, que era na altura ministro do Interior.

(Notícia atualizada às 8h41)

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