Toys R Us declara insolvência em Portugal

  • Ana Batalha Oliveira
  • 20 Março 2018

Depois do Reino Unido e dos EUA, a cadeia de brinquedos avançou com o pedido de insolvência da Toys R Us Iberia, à qual pertencem as operações em Portugal.

Depois do Reino Unido e dos EUA, a Toys R Us Iberia, à qual pertencem as operações em Portugal, avançou com um pedido de insolvência. A empresa está agora aberta a propostas de aquisição.

“A Toys R Us continua com as operações para tentar garantir a sua viabilidade em Portugal e Espanha. Com esse objetivo, a Toys R Us Iberia Real Estate SLU, sociedade detentora de vinte e seis propriedades do Grupo, solicitou, junto dos Tribunais de Madrid, uma declaração de insolvência“, diz a empresa em comunicado.

De acordo com a mesma nota à imprensa, o pedido de insolvência permite “avançar com a gestão para a eventual aquisição do Grupo em Espanha e Portugal”. Os “procedimentos necessários para atrair as partes interessadas na aquisição do grupo em Espanha e Portugal” já foram iniciados, informa ainda a cadeia de brinquedos.

A Toys R Us Iberia Real Estate S.L.U justifica o pedido de insolvência como uma forma de proteger os seus ativos imobiliários dos credores, depois de estes ativos terem sido dados como garantia no financiamento disponibilizado ao grupo por alguns fundos internacionais. “Todas as lojas, de ambos os países, permanecem abertas com absoluta normalidade”, garante a marca.

Há menos de uma semana atrás, soube-se que a cadeia de brinquedos abriu falência nos EUA. Nessa altura, a empresa admitiu estar a estudar “medidas” que permitissem a viabilidade da atividade em Portugal e Espanha. Antes, já a unidade do Reino Unido tinha avançado a situação de insolvência.

Existem de momento onze lojas em Portugal. A cadeia entrou no país em 1993, com as lojas de Telheiras e Vila Nova de Gaia, e desde então expandiu para Braga, Almada, Aveiro, Cascais, Guimarães e outras localizações na capital. A marca refere que as 53 lojas espalhadas pela Península Ibérica contam com mais de 1.600 trabalhadores, mas, contactada pelo ECO, não avança o número para Portugal.

(Notícia atualizada às 16h07 com informação acerca da continuidade da atividade das lojas)

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