Santander sai da WiZink e recupera negócio dos cartões do Popular

Em causa está a venda de uma posição de 49% da Wizink à Varde Partners, operação que visa facilitar o processo de integração do Popular. Operação prevê a recuperação do negócio de cartões do Popular.

O Santander deu mais um passo importante com vista à integração do Popular adquirido em junho do ano passado por um euro. O banco presidido por Ana Botín anunciou que se desfez da posição de 49% que o Popular detinha no WiZink ao fundo de capital de risco Varde Partners, que passa a ser o único acionista do banco online.

Em comunicado publicado na CMVM, o Santander informa ainda que no âmbito da operação recuperou também o negócio de cartões de crédito que o Popular tinha vendido ao WiZink, e por conseguinte, à Varde Partners, em 2014 (negócio em Espanha) e em 2016 (atividade em Portugal).

O Santander deixa assim de ter uma participação na WiZink, empresa que no final de 2016 comprou ao Barclays o negócio dos cartões de crédito — Barclayscard — e incorporou também na sua carteira os cartões de crédito e débito do Banco Popular. É precisamente esta última parte do negócio que o Santander, através do Popular e do Santander Totta, agora recupera.

“Com essas operações, o Grupo Santander retoma o negócio de cartões de crédito e de débito do Banco Popular, o que permite melhorar a estratégia comercial e facilita o processo de integração do Banco Popular”, diz o Santander no comunicado divulgado nesta segunda-feira no site do regulador do mercado de capitais. De salientar que o negócio dos cartões é um dos mais frutíferos da entidade e por isso justifica o interesse demonstrado pelo Santander em o recuperar.

“O WiZink e o Grupo Santander trabalharão em estreita articulação para garantir que o processo de transição não afetará as operações diárias dos clientes”, diz a WiZink em comunicado enviado às redações.

Apesar de não avançar números concretos sobre este negócio, o Santander diz esperar que este tenha um impacto positivo no seu rácio de CET 1 totalmente implementado, de aproximadamente dez pontos base, e que estas duas operações “gerem impactos significativos nos resultados do Grupo“.

A concretização destes dois negócios está ainda dependente da aprovação das entidades reguladoras, sendo quer o Santander espera que o processo esteja encerrado no segundo semestre deste ano.

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