Bastonário da Ordem dos Advogados: “A justiça tem de se tornar mais barata”

  • ECO
  • 1 Abril 2018

Bastonário da Ordem dos Advogados há dois anos, Guilherme Figueiredo diz que justiça portuguesa está mais credível. Ainda assim, defende que tem de se tornar mais barata para os cidadãos.

Para o bastonário da Ordem dos Advogados, a justiça tem de se tornar mais barata para que qualquer cidadão possa defender os seus direitos nos tribunais. Guilherme Figueiredo adiantou ainda que está a ser preparado um estudo sobre a perceção que os portugueses têm da justiça em Portugal.

Em entrevista ao Diário de Notícias e TSF (acesso livre), o bastonário defendeu que “a justiça tem de se tornar mais barata” para torná-la “adequada no sentido de que todo e qualquer cidadão possa defender os seus direitos nos tribunais”. “Se todos estão de acordo, a pergunta que temos de fazer neste ano é “para quando?”, porque não há sequer tomadas de posição diferenciadas de uns partidos para outros”, disse Guilherme Figueiredo, que vai no segundo ano de mandato.

"A justiça tem de se tornar mais barata (…). Se todos estão de acordo, a pergunta que temos de fazer neste ano é “para quando?”, porque não há sequer tomadas de posição diferenciadas de uns partidos para outros.”

Guilherme Oliveira

Bastonário da Ordem dos Advogados

No início do ano, o bastonário dizia que 2018 tinha de ser o ano da credibilização das justiça. Está a correr bem até agora? Guilherme Figueiredo assegura que sim. E adiantou que está em curso um inquérito aos portugueses para avaliar aquilo que é a perceção da Justiça em Portugal, num estudo que está a ser coordenado entre a Ordem dos Advogados, o Supremo Tribunal de Justiça e a Assembleia da República.

É preciso saber concretamente o que pensa o cidadão, porque todos falamos em nome de um cidadão abstrato mas na generalidade o cidadão que fala é o que teve uma má experiência. A forma como é percecionada por quem está deste lado tem muito que ver com uma aculturação cinéfila, especialmente de cinema americano”, disse.

 

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