Centeno garante que não vai pôr em risco sucesso alcançado

  • ECO
  • 9 Abril 2018

Num artigo de opinião, o ministro das Finanças relembra os objetivos alcançados em 2017 e afirma que a execução de 2018 não os vai "colocar em risco".

Na semana de aprovação do Programa de Estabilidade, Mário Centeno assegura que não vai “colocar em risco” o “sucesso da economia e da sociedade portuguesa” sendo que “este é o único que chega mesmo a todos os portugueses”. Deixa ainda um aviso: o país não pode voltar a registar um défice excessivo.

Num artigo de opinião, publicado esta segunda-feira no jornal Público, o ministro das Finanças relembra cinco objetivos cumpridos pelo Governo no ano passado: “cumprir compromissos”, “mais crescimento”, “menos despesa com juros”, reforço “do investimento” e “gerar confiança”.

No primeiro campo, Centeno reafirma os números das prestações sociais, da despesa com consumo intermédio, da primária, bem como dos gastos com o Sistema Nacional de Saúde. Deixa ainda a ressalva de que “é falsa a ideia que o défice tenha sido atingido por reduções do lado da despesa dedicada ao funcionamento dos serviços públicos”.

Relativamente ao crescimento, o ministro das Finanças caracteriza o desempenho económico português como “excelente”, uma vez que “o crescimento da atividade económica e o aumento sem precedentes do emprego em Portugal estão na origem de uma receita fiscal e contributiva superior à esperada”.

A redução da despesa com os juros é também enunciada, com Centeno a apontar como principais causas do corte de 455 milhões “a saída do Procedimento por Défice Excessivo, a melhoria do rating e o reembolso antecipado de parte da dívida ao FMI”. O ministro fala ainda da “estabilização do setor financeiro, com a concretização dos, sempre adiados, investimentos em capital nos maiores bancos” a ser “essencial”.

Assim, Mário Centeno afirma que “a trajetória de redução do défice deve ser equilibrada, mas efetiva”, através da “racionalização” e da “eficiência da despesa pública” e assegura que, com a execução orçamental de 2018, “o Governo continuará a devolver confiança” aos portugueses, não pondo em risco todas estas vitórias.

“E, podem crer, não o vamos colocar em risco. Devemos isso a Portugal”, fecha Mário Centeno.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Centeno garante que não vai pôr em risco sucesso alcançado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião