Novo crédito às PME toca mínimo histórico

O novo crédito concedido às empresas encolheu em mil milhões de euros num mês, com as grandes a receberem o valor mais baixo num ano. Às PME nunca foi emprestado tão pouco dinheiro.

O crédito às empresas continua sem o dinamismo a que se assiste no dos particulares. Os novos empréstimos às sociedades não financeiras caíram, em fevereiro, para um mínimo de um ano, com o total financiado às pequenas e médias empresas — considerando empréstimos até um milhão de euros — a ser mesmo o mais baixo de sempre.

De acordo com dados do Banco de Portugal, o total de novos créditos às empresas cifrou-se em 1.843 milhões de euros, em fevereiro. Este valor representa uma quebra de 37% face ao mês anterior, ou seja, 1.105 milhões de euros. É preciso recuar até fevereiro do ano passado para encontrar um montante inferior.

Se o total cai, no caso dos empréstimos de mais de um milhão de euros, o valor afunda. Passou de 1.580 para 654 milhões de euros (que comparam com os 608 milhões no mesmo mês do ano passado). Mas é nas PME que o novo crédito regista o pior desempenho. Nunca estas empresas receberam tão pouco dinheiro da banca.

O novo financiamento às sociedades não financeiras de valor até um milhão de euros cifrou-se em apenas 1.189 milhões de euros. Este valor compara com os 1.368 milhões registados no primeiro mês do ano, representando uma quebra de 3% face a janeiro. E não há, no histórico do Banco de Portugal, que vai até 2001, registo de um valor tão baixo.

Crédito para a casa continua a crescer

Enquanto o novo crédito para as empresas encolhe, reduzindo-se ainda mais o saldo total, no caso das famílias assiste-se a um aumento dos novos montantes concedidos pela banca para os mais variados fins. Foram concedidos, em fevereiro, 1.182 milhões de euros, mais 6% que os 1.111 milhões de euros em janeiro. Face ao mês homólogo houve um aumento de 18,9%.

Mais de metade deste montante foi para a compra de habitação, mantendo-se a tendência de crescimento dos últimos tempos, embora com um ritmo menos expressivo. De acordo com o Banco de Portugal, o novo crédito para a casa ascendeu a 676 milhões de euros em fevereiro, acima dos 634 milhões em janeiro e dos 530 em fevereiro de 2017. Aumentou 28% em termos homólogos.

No caso do consumo registou-se um aumento para 358 milhões, acima dos 318 milhões no mês homólogos, sendo que no caso dos outros fins foram concedidos 148 milhões, praticamente em linha com os 146 milhões há um ano.

(Notícia atualizada às 11h54 com mais informação)

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