Aplicar os juros negativos nos créditos da casa é “contranatura”, diz Paulo Macedo

  • Lusa
  • 11 Abril 2018

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos é contra a medida do Bloco de Esquerda, mas assumiu que "se a legislação vier nesse sentido a Caixa cumprirá".

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, considera “contranatura” a proposta legislativa para obrigar os bancos a aplicarem os juros negativos no crédito à habitação, mas garantiu que cumprirá caso seja lei.

“A questão relativa aos juros negativos é contranatura. Há até uma medida bastante discutível do ponto de vista legal”, disse o presidente da Comissão Executiva da CGD, no Porto, no final do “XV Encontro Fora da Caixa”, que assinala o 142.º aniversário da instituição.

Paulo Macedo apontou imprecisões à medida avançada pelo Bloco de Esquerda mas assumiu que “se a legislação vier nesse sentido a Caixa cumprirá”.

Insistiu, contudo, que “seria estranho um responsável de um banco concordar com algo que afete negativamente um banco, designadamente os juros negativos, porque estamos a falar de quem empresta ter um juro negativo“.

Afirmando “perceber a intenção da medida”, precisou que esta “só tem razão de ser quando os bancos têm elevadíssimas rentabilidades e não quando apresentam prejuízos sistemáticos ano após ano”.

Da mensagem que quis deixar ao Porto e região Norte em dia de aniversário da Caixa, Paulo Macedo destacou o “objetivo de crescer no crédito”, salientando haver “rácios de capital para crescer, algo que não acontecia há uns anos nem com a Caixa nem com outros bancos portugueses” e que “tem liquidez para fazer isso”.

Anunciando a manutenção e continuidade de “todos os gabinetes de empresa em termos de proximidade”, vincou que a Caixa quer “crescer nas áreas mais dinâmicas” como são “a região Norte e do Porto, das mais dinâmicas do país, de forma destacada, designadamente na área exportadora”.

“Quisemos também dizer que a Caixa, pela sua génese, no dia do seu 142.º aniversário, está a trabalhar para poder estar no Porto durante muitos anos com os empresários e que não é indiferente para as famílias e empresas com quem trabalha, que podendo trabalhar com quem quiserem, é relevante para elas saber com que bancos vão estar cá daqui a cinco, 10, 20 anos, numa altura de tanta mutação e certeza”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Aplicar os juros negativos nos créditos da casa é “contranatura”, diz Paulo Macedo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião