Consenso na Fed: Economia e inflação vão acelerar

As minutas da primeira reunião sob a batuta de Jerome Powell ditou subida de 25 pontos no intervalo dos juros. Todos os responsáveis da Fed dizem que mais apertos monetários são quase certos.

O consenso instalou-se na primeira reunião de política monetária da Reserva Federal (Fed) liderada por Jerome Powell, no que respeita ao rumo esperado para a economia dos EUA. Todos os responsáveis da entidade de política monetária consideraram que a economia norte-americana vai crescer de forma mais acelerada e que a inflação também irá subir nos próximos meses, revelaram as minutas da reunião que decorreu a 20 e 21 de março.

Na reunião que ditou um aumento de 25 pontos base no intervalo dos juros da maior economia do mundo, também houve um largo consenso no sentido de que são esperados novos incrementos dos juros de referência.

“Todos os membros concordaram que o outlook para a economia para além do atual trimestre se fortaleceu nos últimos meses”, dizem as minutas da Fed. “Adicionalmente, todos os membros esperam que a inflação anual suba nos próximos meses”, acrescentou o documento hoje divulgado.

O intervalo para as taxas de juro dos EUA está atualmente entre 1,5% e 1,75%. O aumento decidido unanimemente pelos responsáveis da Fed na reunião de março foi o sexto desde que o banco central norte-americano iniciou o ciclo de retirada de estímulos à economia em dezembro de 2015.

Atualmente, os membros da Fed veem a possibilidade de ocorrerem duas novas subidas do preço do dinheiro na maior economia do mundo, sendo que o número que vê a possibilidade desses aumentos serem de três já foi maior do que na reunião de dezembro.

Alguns responsáveis consideram mesmo que seria necessário que, a determinada altura, o intervalo de taxas de juro ultrapasse a estimativa de longo prazo da fed, devido à expectativa de crescimento da economia e da inflação.

Um dos temas que foi discutido na reunião foi a “guerra comercial”, tema sobre o qual os membros do banco central dos EUA revelaram preocupação. Mas também mostraram os seus receios em relação às eventuais implicações dos estímulos da administração de Donald Trump sobre a estabilidade fiscal e as taxas de juro.

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