Nos procura investidores para se financiar em 300 milhões de euros

A empresa de Miguel Almeida contratou cinco bancos de investimento para um roadshow no qual pretende encontrar investidores para colocar 300 milhões de euros em obrigações.

A Nos prepara-se para fazer uma emissão de dívida, depois de ter obtido ratings de investimento por parte de duas das três maiores agências de notação financeira mundiais. Contratou cinco bancos de investimento para um roadshow no qual pretende encontrar investidores para colocar 300 milhões de euros em obrigações a cinco e sete anos.

A operadora de telecomunicações contratou o Caixabank/BPI, o CaixaBI, o ING, o Santander e o SG CIB. Estes bancos de investimento ficam, agora, com a responsabilidade de encontrar investidores para a emissão. As reuniões com os potenciais investidores vão arrancar a 16 de abril, na próxima semana, de acordo com a Bloomberg.

O objetivo da empresa é financiar-se no montante de 300 milhões de euros, através da emissão de títulos de dívida com maturidade entre cinco e sete anos, de acordo com a Bloomberg.

Recorde-se que a Nos obteve, recentemente, classificação de investimento por parte da Standard & Poor’s e da Fitch. A S&P atribuiu uma classificação de BBB- à dívida da empresa liderada por Miguel Almeida, enquanto a Fitch colocou a avaliação da dívida em BBB.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nos procura investidores para se financiar em 300 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião