Silva Peneda defende défice de 1,1% a exemplo do BE

  • ECO
  • 15 Abril 2018

O coordenador para a Solidariedade do governo sombra de Rio defende, ao contrário do PSD, que o défice se deve manter no 1,1%. Folga orçamental devia ser para reduzir carga fiscal sobre as empresas.

A vida não está fácil para Rui Rio. Agora é a vez do ministro sombra para a área da Solidariedade vir dizer que o objetivo para o défice em 2018 não devia ser revisto em baixa, contrariando o partido e aparecendo alinhado com o Bloco de Esquerda.

Silva Peneda, ex- presidente do Conselho Económico e Social (CES), entrevistado pelo Negócios e Antena 1, defende que a folga orçamental devia ser canalizada para reduzir a carga fiscal sobre as empresas, defendendo que o défice de 1,1% inscrito no orçamento de estado para 2018 se devia manter.

Para justificar esta sua preferência Silva Peneda adianta: “o problema da dívida resolve-se através do crescimento económico, não é através do controlo da despesa, e o crescimento económico resolve-se através do alívio de carga fiscal para as empresas”. Uma ideia que diz, “os partidos de esquerda não querem nem ouvir falar”.

“Na minha opinião seria preferível manter o défice no 1,1% como estava previsto e essa folga ser remetida claramente para o alívio da carga fiscal”, refere o coordenador para a área de Solidariedade do novo Conselho Estratégico Nacional do PSD.

O PSD, por seu turno, apesar de discordar do caminho seguido, está de acordo com a intenção de Centeno de reduzir o défice para 0,7% do PIB, em 2018.

Aliás, o próprio Rui Rio destacou esta semana, no congresso da CIP, a importância da descida do défice, tendo mesmo considerado que a “descida do défice de 0,9% alcançado em 2017 para 0,7% é um pequeno progresso”.

Para Rio “é importante que o défice se vá reduzindo enquanto tempos crescimento económico”.

Rio “tem de ser” o líder da oposição

Silva Peneda diz que Rui Rio, vai afirmar-se como a principal figura da oposição ao governo de António Costa. O ministro sombra de Rio, diz que o líder do partido está há pouco tempo no cargo e garante que este “tem de ser” o líder da oposição, apostando no seu próprio estilo, ou seja, autenticidade e seriedade.

Sobre as eleições legislativas, do próximo ano, o ministro sombra de Rio, admite que é possível ganhar as eleições. E diz mesmo que a forma para o conseguir está identificada e passa pela classe média que “foi fustigadíssima”.

Na longa entrevista que concedeu ao Negócios e Antena 1, Silva Peneda rejeita qualquer hipótese de voltar a ser ministro.

(notícia atualizada com mais informação às 14:25)

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