Há clientes da Galp à espera de faturas há nove meses

  • ECO
  • 16 Abril 2018

No final de março, ainda havia clientes da Galp com faturas de eletricidade e gás natural em atraso há oito ou nove meses. Deco lembra que consumos com mais de seis meses podem não ser pagos.

Desde junho do ano passado, que pelo menos 350 famílias portuguesas não recebem faturas de eletricidade e gás natural da Galp. O caso, que foi denunciado pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco), tem como justificação problemas informáticos originados pela alteração para um novo software de faturação na empresa. Estes atrasos não são, no entanto, exclusivos da companhia liderada por Carlos Gomes da Silva.

A Galp encontra-se a desenvolver esforços para eliminar totalmente até ao fim do mês [de abril] atrasos na faturação da magnitude referida, que neste momento se encontram identificados e circunscritos a 0,01% dos nossos clientes, ou seja, a 350 famílias”, explicou fonte oficial da empresa ao DN/Dinheiro Vivo. Segundo o mesmo representante, serão propostos aos clientes afetados medidas de apoio e planos de pagamento faseados para que se resolva este dilema.

De acordo com a coordenadora do Gabinete de Apoio ao Consumidor da Deco, foram recebidas reclamações de atrasos nas faturas relativas a todos os comercializadores. O número de consumidores que se queixaram da Galp colocou, no entanto, esta empresa em destaque.

“Em junho/julho do ano passado, a empresa teve uma mudança no seu sistema de faturação, o que levou a que ficasse muitos meses sem funcionar. Recebemos inúmeras queixas, reunimos com a empresa e a indicação foi que em novembro ou dezembro a situação seria regularizada. Isso não aconteceu. No final de março tínhamos consumidores que não receberam ainda fatura, com um atraso já de oito ou nove meses”, realça Ana Sofia Ferreira.

A representante da Deco sublinha que se está perante “um incumprimento” da periodicidade que está acordada contratualmente e enfatiza que esta “não é a primeira vez” que tal acontece na empresa liderada por Carlos Gomes da Silva.

Segundo a associação, as faturas com mais de seis meses já prescrevem, pelo que esses valores não têm de ser pagos pelos clientes afetados. “A Galp pode enviar fatura com oito ou nove meses, o consumidor é que tem de recusar pagar evocando a prescrição. E a Galp tem de retificar”, lembra Ferreira.

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