Primeiro medicamento português já representa 1/3 do negócio da Bial

A Bial continua a apostar em inovação e pretende contratar 25 investigadores até final de 2019. A aposta na inovação já trouxe frutos: o medicamento Zebinix já representa 1/3 do volume de negócios.

A Bial, que esta tarde inaugura a ampliação do centro de investigação e desenvolvimento (I&D), tem vindo a apostar em inovação e a aposta tem-se revelado certeira, ao ponto de o primeiro medicamento de raiz portuguesa já faturar 1/3 do volume de negócios da Bial. Em números redondos são 90 milhões de euros.

Para reforçar a aposta na área da inovação, a Bial vai contratar mais 25 investigadores, entre este e o próximo ano. A longo prazo serão 200 investigadores, um número que duplica a atual equipa da empresa.

António Portela, que falava num encontro com jornalistas antes da cerimónia de inauguração, adiantou que o “objetivo é duplicar o número de investidores, que neste momento é de 104″.

"Precisamos de recrutar mais pessoas, quer no estrangeiro, quer em Portugal, nomeadamente atrair quadros portugueses que estão fora.”

António Portela

Bial

“Precisamos de recrutar mais pessoas, quer no estrangeiro, quer em Portugal, nomeadamente atrair quadros portugueses que estão fora”, sublinhou Portela.

A aposta na inovação e em novos produtos é, de resto, o caminho trilhado pela empresa e que se tem mostrado certeiro. “É claro que o desenvolvimento da Bial no futuro é feito por via da inovação”, afirmou o presidente executivo da Bial.

Para António Portela, “o crescimento, inevitavelmente, passa por sermos capazes de ter sucesso com estas duas moléculas [Zebinix e Ongentys], e reinvestir em inovação”.

O Zebinix, o primeiro medicamento de raiz portuguesa, tem já um peso de 1/3 nas contas da empresa. A Bial, como o ECO já tinha referido em primeira mão, fechou o ano de 2017 com um volume de faturação de 272 milhões de euros, um crescimento de 17% face a 2016. Destes, 90 milhões de euros provêm do Zebinix. “Um terço da nossa faturação provém do Zebinix”, afirma António Portela.

Para além do Zebinix, a Bial patenteou também o Ongentys — para o tratamento da doença de Parkinson — e é através destes dois produtos que trilha o caminho da internacionalização.

Aliás, António Portela fez questão de evidenciar que “os mercados internacionais têm hoje um peso de 70% na empresa quando, em 2010, o exterior representava 30%“. E António reforça uma das suas ideia base: “O aumento substancial da nossa internacionalização é devido à aposta na inovação, e é assim que conseguimos chegar aos mercados mais difíceis e mais desenvolvidos”.

Entre os mercados com mais peso dentro das contas da Bial estão Espanha, Estados Unidos e Alemanha. Para além do investimento de cinco milhões de euros na ampliação do centro de investigação e desenvolvimento, que vem duplicar a capacidade do atual centro, a Bial tem ainda previsto aumentar a área industrial.

Apesar de o número não estar ainda fechado, a área industrial deverá receber um investimento na ordem dos 12 milhões de euros. António Portela refere que “este investimento deverá começar em 2019 e duplicar a nossa capacidade industrial”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Primeiro medicamento português já representa 1/3 do negócio da Bial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião