? Como vai evoluir o PIB dos parceiros comerciais de Portugal? As previsões do FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais otimista com o crescimento económico deste ano. A evolução "surpreendente" do investimento em 2017 e a reforma fiscal nos EUA ajudam.

A economia mundial deverá crescer acima do seu potencial nos próximos anos. Esta é a conclusão do World Economic Outlook de abril, divulgado esta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A recuperação forte do investimento e a reforma fiscal dos Estados Unidos (EUA) são os dois fatores que vão impulsionar a economia internacional. O Fundo prevê que o PIB mundial cresça 3,9% em 2018. Já Portugal vai crescer 2,4%. E os seus parceiros comerciais?

Além de ver Portugal a crescer mais, o Fundo traça um panorama positivo também para os seus parceiros comerciais. Porquê? Primeiro, porque o investimento foi a surpresa de 2017 e continuará a fazer sentir-se na economia. Segundo, porque a reforma fiscal de Donald Trump terá um efeito positivo na economia global pelo menos até 2020. Foram estes os dois elementos que levaram à atualização em alta das previsões face ao que era apontado em outubro do ano passado.

Não há dúvidas de que a Índia e a China continuarão a ser as economias que mais crescem. Mas a Zona Euro também não deverá desiludir, tendo reduzido a probabilidade de recessão nos Estados que partilham o euro. Ainda assim, o FMI considera que é preciso continuar com a política monetária acomodatícia do Banco Central Europeu (BCE), algo que o Fundo dá como certo, até pelo menos o primeiro semestre de 2019, nas suas projeções.

A médio prazo, o FMI prevê que o crescimento económico mundial estabilize nos 1,5%, até porque o investimento deverá desacelerar, o que não será compensado por outras componentes do PIB. “Enquanto a esperada recuperação no investimento irá aumentar o PIB Potencial”, refere o FMI, existem dois fatores a abrandar o crescimento económico: “A evolução fraca da produtividade e a redução do crescimento da força de trabalho dado o envelhecimento da população“.

Um dos principais riscos passa pelas tensões ao nível do comércio internacional. Este é o tema que tem dominado os encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional, depois das trocas de ataques entre os Estados Unidos e a China. “As restrições às importações pelos Estados Unidos, as anunciadas retaliações da China, e as potenciais retaliações por parte de outros países aumentam as preocupações a este nível e ameaçam prejudicar o sentimento e atividade económica global e doméstica”, alerta o Fundo.

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