Juros da casa tocam máximos de mais de um ano

A taxa de juro média dos contratos de crédito à habitação fixou-se em março nos 1,025%. É o valor mais elevado desde janeiro de 2017. Nos contratos novos, houve, contudo, uma quebra.

Os juros implícitos nos créditos à habitação fixou-se nos 1,025%, em média, em março. Trata-se do valor mais elevado em mais de um ano, revela o Instituto Nacional de Estatísticas esta quinta-feira. Nos contratos mais recentes observou-se, no entanto, uma quebra do juro exigido pela banca nos créditos da casa.

“A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu de 1,023% em fevereiro para 1,025% em março”, refere o INE. É preciso recuar a janeiro de 2017 para encontrar uma taxa idêntica. Neste período, apesar das variações ligeiras nos indexantes tradicionais, as Euribor, assistiu-se a um agravamento destas taxas.

Taxas implícitas em máximos de janeiro de 2016

Fonte: INE

Apesar do aumento do juro médio, a prestação manteve-se inalterada para o histórico dos contratos, nos 239 euros, face ao mês anterior, com a maioria do valor pago mensalmente a servir para amortizar os montantes em dívida perante os bancos.

O capital médio em dívida, para a totalidade dos contratos, aumentou em 44 euros face ao mês anterior, para 51.770 euros, em março, sendo esta evolução explicada pelos valores mais elevados associados aos novos financiamentos: 96.297 euros, um máximo desde, pelo menos, 2009.

Taxas dos novos contratos deslizam

Enquanto a taxa do total dos créditos sobe, “nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro foi 1,562% no mês em análise, traduzindo uma redução de 4,0 pontos base“, especifica o organismo de estatísticas público.

A taxa de juro média aplicada nos novos contratos atinge assim um novo mínimo histórico, movimento que poderá relacionar-se com o movimento descendente dos spreads no crédito à habitação. Desde o início do ano, pelo menos três bancos reviram em baixa a margem mínima que cobram para financiarem a compra de casa.

Nos contratos novos, ou seja celebrados nos últimos três meses, mesmo com a quebra do juro, verificou-se um aumento dos encargos suportados pelas famílias já que os montantes em dívida são mais elevados. A prestação média fixou-se nos 324 euros. Ou seja, cinco euros acima do verificado em fevereiro.

(Notícia atualizada às 11h28 com mais informação)

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