Acionista chinês da TAP fecha ano com dívida de 77 mil milhões de euros

  • ECO
  • 28 Abril 2018

A dívida do HNA Group, que tem uma participação na TAP, não para de aumentar. Subiu para 77 mil milhões no ano passado. Empresa tem vindo a vender vários ativos para enfrentar uma crise de liquidez.

O HNA Group, acionista chinês da TAP, fechou o ano passado com uma dívida de 598 mil milhões de yuans (77 mil milhões de euros), de acordo com o relatório anual do conglomerado, citado pelo Financial Times (acesso pago). Isto numa altura em que a empresa tem vindo a vender vários ativos, incluindo lotes residenciais e participações em bancos e cadeias hoteleiras. O objetivo é libertar-se de 13 mil milhões de ativos nos primeiros seis meses do ano.

O relatório anual do conglomerado chinês mostra a fragilidade das finanças do HNA Group. As receitas líquidas aumentaram para 592 mil milhões de yuans no ano passado, face a 194 mil milhões no ano passado. E os lucros cresceram para 2,6 mil milhões, em comparação com 1,5 mil milhões em 2016. Mas a dívida não para de aumentar, o que está a deixar o grupo sob pressão.

Os acionistas chineses da TAP admitiram, no início deste ano, estarem a passar por uma crise financeira, em parte devida à elevada dívida e às dificuldades de financiamento. Chen Feng, o chairman do conglomerado chinês, explicou que, na base disso, está um “grande número de fusões” feitas pela empresa, numa altura em que o ambiente financeiro externo se tornou mais desafiante e a economia da China “passou de um crescimento rápido a moderado”, o que dificultou o acesso a financiamentos.

Para aliviar esta pressão, a empresa tem vendido vários ativos. Em fevereiro, encaixaram 1.623 milhões de euros com a venda de dois lotes residenciais, localizados em Hong Kong. Agora, a Aerial Wonder, subsidiária do grupo HNA, vendeu a participação de 3,1% que tinha no Banco Rural Comercial de Cantão por 154 milhões de euros. No setor hoteleiro, pondera vender a sua participação de 25% na cadeia hoteleira Hilton.

Além disso, o grupo quer também reduzir os custos, nomeadamente através da diminuição do número de funcionários. O acionista da TAP planeia reduzir 100 mil empregos, ou cerca de um quarto da sua força laboral, ainda este ano.

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