Bruno de Carvalho garante que obrigações do Sporting são um investimento “muito seguro”

  • ECO
  • 30 Abril 2018

Conhecida a intenção do Sporting de adiar para depois de novembro o reembolso de obrigações que vencem a 25 de maio, Bruno de Carvalho vem agora dar garantias: são um investimento "muito seguro".

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, defendeu esta segunda-feira que a situação financeira do clube não é má como se tem dito, garantindo que foi alcançado um “reequilíbrio” e uma “sustentabilidade associada a um crescendo de sucesso desportivo”. Num artigo de opinião publicado no Diário de Notícias, o gestor critica a “oposição” e a “cartilha” que, diz, está a tentar envenenar a opinião pública.

No artigo, Bruno de Carvalho elenca alguns objetivos que garante ter alcançado nos últimos anos. Entre eles está o “crescimento sustentado de todas as linhas de receitas comerciais”, assim como a “recuperação dos direitos económicos de 37 jogadores, permitindo que o Sporting CP fique com estas receitas ao invés de as ter de passar a terceiros”, totalizando uma receita de “cerca de 41 milhões de euros”. Além disso, diz ter conseguido o “melhor contrato de direitos” televisivos em Portugal, com a operadora Nos, assim como o “aumento do número de sócios” e do património do clube.

“Com tudo isto, o ativo da Sporting SAD ascende a 287 milhões de euros, o que duplica desde 2013, sendo que a valorização real dos ativos dos jogadores não está registada, pois os jogadores da formação estão avaliados em quase zero (facto ignorado por todos os pseudo-especialistas), pelo que este aumento é ainda mais significativo. O capital próprio é positivo em 17 milhões de euros, o que compara com o capital próprio negativo de 116 milhões de euros em 2013″, escreve o presidente dos “leões”.

Obrigações do Sporting são “um investimento melhor e muito seguro”, diz o presidente

Em meados de abril, numa altura em que Bruno de Carvalho e alguns jogadores do clube estavam de costas voltadas, soube-se que a SAD leonina vai propor em assembleia-geral adiar o reembolso de uma dívida de 30 milhões de euros em obrigações subscritas por 4.241 investidores. A dívida vence a 25 de maio, mas a administração vai propor aos credores que sejam reembolsados numa data nunca antes de novembro de 2018, como noticiou o ECO.

Em causa está uma emissão de obrigações que poderá ter sido prejudicada pelas polémicas à volta do clube e que não se realizou. Ainda assim, a 19 de abril, veio a público a intenção de a SAD do Sporting de avançar com nova emissão de dívida no valor de 60 milhões de euros até ao final do ano. Desse montante, 30 milhões servirão para pagar o reembolso do empréstimo que atingiria a maturidade este mês.

Agora, no artigo de opinião publicado esta segunda-feira, Bruno de Carvalho indica que “o Sporting sempre fez os empréstimos obrigacionistas em novembro”. “Fez em 2015 em maio pois atrasou-se o processo de reestruturação financeira. Este adiamento pretende acertar ‘o passo’ com essa data, a custos mais baixos”, argumenta o presidente.

Vem ainda apontar para uma “melhoria das condições da reestruturação financeira, não por necessidade de financiamento adicional pelos bancos (BCP/Novo Banco) ou por um falhanço da reestruturação, mas sim pelo sucesso da mesma”.

“No final das contas, a verdade é que um investimento em obrigações é bom independentemente da SAD, sendo que, inegavelmente, pois contra factos não existem argumentos, as do Sporting ainda se demonstram como um investimento melhor e muito seguro”, garante Bruno de Carvalho.

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