Lacerda: Encomendas nos CTT crescem ao ritmo mais rápido desde a privatização

  • Marta Santos Silva
  • 2 Maio 2018

Desde a privatização dos CTT que as receitas das encomendas e serviços expresso não cresciam a este ritmo. O CEO do banco, Francisco Lacerda, vê ainda com bons olhos o EBITDA do primeiro trimestre.

Francisco Lacerda interpreta com bons olhos o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) registado pelos CTT CTT 0,00% no primeiro trimestre de 2018, vendo o lado positivo dos resultados apresentados que representam uma quebra de quase 50% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Para o CEO da empresa, o EBITDA recorrente, que exclui os custos one-off como os das indemnizações com rescisões, deve ser valorizado, e está “ligeiramente acima do consenso do mercado”, assinalou ao ECO.

Para o CEO dos CTT, o EBITDA recorrente é o valor mais importante, por excluir valores que não se vão repetir, como os custos com rescisões. Este indicador fixou-se nos 22,7 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 5,3 milhões de euros comparativamente ao mesmo indicador nos primeiros três meses de 2017.

Francisco Lacerda assinalou ainda que as receitas do expresso e das encomendas “crescem ao ritmo mais forte desde a privatização”. As receitas do Banco CTT também cresceram no primeiro trimestre, enquanto as do correio decresceram 0,5%.

Os maus resultados do primeiro trimestre refletem, em parte, os custos com indemnizações do programa de rescisões. Neste período, saíram 58 trabalhadores, dos 1.000 que se prevê saírem até 2020 de acordo com o plano de restruturação dos CTT.

Por outro lado, os maus resultados advêm do mau desemprenho na área dos serviços financeiros. Um dos produtos de dívida pública transacionados pelos CTT foi substituído por outro de menor taxa de juro, o que resultou numa quebra significativa das vendas. No entanto, como assinala a empresa numa apresentação enviada à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), quando um fenómeno parecido aconteceu no princípio de 2015, houve uma quebra semelhante e depois uma recuperação. Se a mesma recuperação virá aí, não é possível ainda saber, mas em abril de 2018 a média diária foi 15% superior à média diária do primeiro trimestre, reforça ainda a empresa.

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