“Não há nenhuma renda excessiva”, diz Mexia. Sobre o caso Manuel Pinho afirma estar “tranquilo”

Mexia garante que a EDP não beneficiou de "nenhuma renda excessiva", o que, diz, já foi comprovado por entidades independentes. Sobre caso Manuel Pinho, garante que está tranquilo.

António Mexia garante que “não há nenhuma renda excessiva” na EDP, a propósito dos CMEC. Em declarações aos jornalistas, transmitidas pela SIC Notícias, o líder executivo da EDP esclarece que essa é uma “ideia errada”, cuja inveracidade “já foi comprovada por entidades independentes nacionais e internacionais”. No que diz respeito à investigação ao ex-ministro Manuel Pinho — por alegado recebimento indevido de fundos do Grupo Espírito Santo enquanto era governante — o gestor afirma estar “perfeitamente tranquilo sobre o processo”.

“Não há nenhuma reserva em relação àquilo que foi a pura implementação do Decreto-lei de 2004”, sublinha Mexia. Por isso, garante o líder da energética, “não há nenhuma renda excessiva”, o que ficou “claro por entidades independentes”. O presidente executivo da gigante da energia nota, no entanto, que está “totalmente disponível” para clarificar este assunto.

Quanto à decisão do Governo em relação ao ajustamento final dos CMEC, o gestor recusa comentar para já o corte no valor a pagar à gigante pela manutenção do equilíbrio contratual até 2027 — o regulador sugeriu o pagamento de 154,1 milhões de euros, menos 102 milhões de euros do que o reclamado pela elétrica.

“Iremos comentar assim que tivermos acesso ao documento”, salienta. Recorde-se que fonte oficial da EDP tinha garantido ao ECO na segunda-feira “desconhecer o documento referido” e adiantou: “assim que a [energética] tomar conhecimento do mesmo irá analisá-lo e tomará as medidas e decisões que achar adequadas.”

Já no que diz respeito à investigação ao ex-ministro da Economia Manuel Pinho — que terá alegadamente recebido de forma indevida fundos do Grupo Espírito Santo enquanto pertencia ao Executivo — António Mexia afirma estar “perfeitamente tranquilo” e recusa tecer mais comentários.

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