Ministros de Sócrates sob escuta no caso das PPP rodoviárias

  • ECO
  • 10 Maio 2018

Depois do caso Manuel Pinho, agora são Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, envolvidos no caso das PPP. Ministério Público vai constituir arguidos em breve por gestão danosa e corrupção.

Três ex-ministros de José Sócrates estiveram sob escuta telefónica no caso das Parcerias Público-Privadas: Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, avança a Sábado (acesso pago) esta quinta-feira. A investigação do Ministério Público está a chegar à fase final e, segundo a revista, deverá constituir vários arguidos por gestão danosa e corrupção.

A investigação do Ministério Público centra-se no negócios de 11 Parcerias Público Privadas, para a construção de e concessão de exploração de autoestradas. Foram analisados milhares de documentos, movimentos bancários, emails, e horas de escutas telefónicas, foram pedidas duas peritagens independentes, já foram inquiridas dezenas de testemunhas. Dentro de semanas deverão ser constituídos vários arguidos, após sete anos de investigação.

Segundo a revista, a Polícia Judiciária Ministério Público terão encontrado indícios de gestão danosa, fraude fiscal, corrupção, tráfico de influências e branqueamento de capitais.

segundo o Observador, nas últimas semanas, foram chamadas várias testemunhas, incluindo quadros atuais da Infraestruturas de Portugal, para prestar esclarecimentos adicionais. O jornal online revela ainda que os políticos alvo de buscas não terão sido, até agora, ouvidos pelo Ministério Público.

António Mendonça, então ministro das Obras Públicas, acompanhado pelo seu antecessor, Mário Lino, durante a cerimónia de assinatura do contrato de construção do troço de alta velocidade (TGV) entre Poceirão-Caia, a 8 de maio de 2010, em Lisboa. Inácio Rosa/LUSA

O inquérito teve origem em várias queixas, uma das quais do Automóvel Clube de Portugal, lembra o Observador. Terá sido esta queixa que conduziu à realização de buscas domiciliárias a vários antigos ministros de Sócrates. Não só Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, como avança a Sábado, mas também ex-titulares da área das Finanças, como Teixeira dos Santos e Carlos Costa Pina, para além do então presidente da Estradas de Portugal (atual Infraestruturas de Portugal), Almerindo Marques, diz o Observador.

Almerindo chegou a reconhecer, numa audição na comissão parlamentar de inquérito às PPP, que recebeu pressões do Governo para avançar com a adjudicação de concessões rodoviárias, já depois de ter rebentado a crise financeira de 2008 que provocou o agravamento dos custos financeiros destes projetos, avança ainda o Observador.

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