Nunca houve tantos multimilionários. 2.754 pessoas têm mais de 7,7 biliões de euros

Investem no setor financeiro na indústria, imobiliário e tecnologia, são maioritariamente homens e muitos herdaram as fortunas. E são cada vez mais.

O número de multimilionários está a aumentar e, no passado, atingiu um novo recorde. Investem no setor financeiro, na indústria, imobiliário e tecnologia, são maioritariamente homens e muitos herdaram as fortunas. Ao todo, já há 2.754 multimilionários, que, em conjunto, detêm uma riqueza superior a 7,7 biliões de euros.

Os números constam do Billionaire Census 2018, elaborado pela Wealth-X e publicado esta terça-feira. O relatório dá conta de que a população mais rica do mundo aumentou em 15% no ano passado, ultrapassando o anterior recorde de 2.473 multimilionários em 2015. A riqueza desta população aumentou a um ritmo ainda mais acelerado: fixou-se em 9,2 biliões de dólares (o equivalente a mais de 7,7 biliões de euros), o que representa uma subida de 24% em relação a 2016.

O aumento da riqueza verificou-se em todas as regiões do mundo, mas sobretudo na Ásia-Pacífico, onde a fortuna acelerou em 29%, para mil milhões de euros. A Europa continua a ser o continente a reunir o maior número de ricos, com 29,8% dos multimilionários de todo o mundo, seguida pela Ásia, que reúne 28,5% dos multimilionários, e pela América do Norte, com 26,4%.

Europa tem o maior número de multimilionários

Fonte: Wealth-X

Fazendo a análise por país, os Estados Unidos vão à frente sem competição: tinham 680 multimilionários no ano passado, que detinham um total de 3.167 biliões de dólares (2,6 biliões de euros). A China, o segundo país com a maior população de ricos, tinha 338 multimilionários, com uma fortuna global de 1.080 biliões de dólares (908 mil milhões de euros).

Estados Unidos são o país com mais multimilionários

 

Fonte: Wealth-X

A grande maioria (mais de 88%) destes 2.754 multimilionários por todo mundo eram homens, mas a proporção de mulheres na população mais rica está a aumentar. No ano passado, as mulheres já representavam 11,65% deste grupo. Ao mesmo tempo, uma parte significativa destes multimilionários investe no setor financeiro e bancário. Seguem-se os setores industrial, imobiliário, manufatura e tecnologia.

Há ainda outra característica comum nesta população: mais de 40% é rica por herança. Ainda assim, aponta o relatório, “a tendência dos últimos 20 anos tem sido de um aumento gradual da proporção de multimilionários self-made“, reflexo das “condições favoráveis do mercado e de um empreendedorismo vibrante liderado pela Ásia e pelo setor tecnológico”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nunca houve tantos multimilionários. 2.754 pessoas têm mais de 7,7 biliões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião