Autoridade contra violência no desporto chega na próxima época

O primeiro-ministro diz que esta nova autoridade deverá estar criada até ao início da próxima sessão legislativa, que arranca em setembro.

A proposta para a criação de uma autoridade nacional contra a violência no desporto deverá estar pronta na próxima sessão legislativa, que se inicia em setembro, quando a nova época do campeonato de futebol já tiver arrancado. A intenção foi anunciada pelo primeiro-ministro, António Costa, que diz também que estará presente na final da Taça de Portugal, este domingo, dia 20 de maio.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas em Sófia, na Bulgária, à margem da Cimeira UE-Balcões Ocidentais. Questionado sobre os atrasos na elaboração de um novo diploma para substituir a atual lei das claques, considerada em abril do ano passado como “ineficaz” pelo secretário de Estado do Desporto e da Juventude, João Paulo Rebelo. Com os acontecimentos desta semana, em que um grupo de cerca de 50 pessoas invadiu a Academia do Sporting e agrediu jogadores e equipa técnica, o Governo pretende agora acelerar a criação desta autoridade, que estará vocacionada para a segurança e combate à violência no desporto.

“É, sobretudo, essencial que haja uma autoridade que não permita que, ao longo das épocas, se vá criando um clima que gera estes fenómenos. Não se trata de um grupo individualizado, é fruto de um ambiente que foi criado e que não pode existir“, considerou António Costa, em declarações transmitidas pela RTP3.

O primeiro-ministro refere ainda que a nova lei “será apresentada à Assembleia da República assim que estiver pronta”, o que acontecerá “seguramente no início da próxima sessão legislativa”, até porque “é preciso aproveitar este momento para regulamentar estas matérias”.

Quanto à final da Taça de Portugal, entre o Sporting e o Desportivo das Aves, António Costa diz esperar que a prova decorra “com toda a normalidade” e garante que “as autoridades estão a fazer o seu trabalho”. Se não houver condições de segurança, ressalva, há várias opções em cima da mesa: “desde a mudança do local à realização da prova sem acesso do público”.

Seja como for, o objetivo é que o jogo se realize como previsto. “Seria para mim uma enorme tristeza que a final da Taça não decorresse no local próprio, à hora própria. Estarei lá com muito gosto“, assegurou.

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