Braga sobe no ranking das exportações. E ocupa o sétimo lugar

Os grandes números de Braga foram revistos. A cidade subiu no ranking das exportações segundo os dados do INE. Carlos Oliveira, diz que em números reais, Braga está em terceiro lugar.

Braga atualizou plano estratégico para o período compreendido entre 2014-2026 e tudo porque os grandes números delineados no plano foram superados. Ao nível das exportações, e segundo dados do INE, referentes a 2017, a cidade terá subido do décimo lugar alcançado em 2016, para o sétimo lugar.

Uma subida que o presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira, acredita que é ainda maior se for considerado o efeito de algumas empresas localizadas em Braga, mas com sede em Lisboa. Nesse caso adianta, Carlos Oliveira, “estima-se que Braga tenha sido, em 2017, o terceiro maior município exportador do país“.

“A realidade felizmente é diferente das estatísticas. Há uma empresa que exporta 510 milhões de euros, mas que tem sede em Braga e, portanto, contando com isso, Braga exporta mais de dois mil milhões de euros”, refere o presidente da InvestBraga. A empresa a que se refere o presidente da InvestBraga é a Aptiv (ex-Delphi) cuja sede é em Lisboa.

Para Carlos Oliveira, considerando “apenas as empresas com sede em Braga, as exportações de bens gerados em Braga tiveram um aumento de 93% entre 2013 e 2017 e uma taxa média de crescimento anual de cerca de 18%”. E adianta: “São as empresas e os empresários que têm feito este trabalho”.

Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, entidade que delineou o plano estratégico em 2013, está neste momento a apresentar as atualizações do documento, no Fórum Económico que está a decorrer em Braga, no âmbito da 3ª semana de Economia de Braga, evento em que o ECO é parceiro.

Segundo Carlos Oliveira também ao nível do emprego há números significativos. Entre 2014 e 2017 verificou-se em Braga uma geração líquida superior a oito mil postos de trabalho, o que dá uma média anual de cerca de dois mil postos de trabalho, um valor muito acima do objetivo traçado em 2014 de criar 500 novos empregos anuais.

No mesmo período houve uma redução do desemprego em 49% em Braga. No Porto, o grande centro urbano próximo, esse mesmo indicador foi de 35%, enquanto que na região norte e em Portugal Continental foi de 44%. Mas ainda assim, a InvestBraga não fez uma atualização destes dados. Carlos Oliveira diz que “não é realista pensar que vamos continuar a crescer a estes ritmos”.

Sobre o PIB, Carlos Oliveira diz que também o objetivo de crescer 1% acima da média europeia foi alcançado. Também a nível de turistas, Braga regista crescimentos. Desde 2014, o crescimento (acumulado) do número de visitantes é de 88%.

Já no que diz respeito ao empreendedorismo, a InvestBraga, através da Startup Braga, acolheu 115 startups na sua comunidade, que geraram mais de 400 postos de trabalho. No total, foram apoiados mais de 270 empreendedores. As startups que fazem parte da comunidade da InvestBraga captaram um total de 27 milhões de euros de financiamento em capital de risco e business angels.

Novas metas

Posto isto, quais são as novas metas delineadas pela equipa de Carlos Oliveira para 2026? Perante uma plateia repleta de empresários da região, o gestor trilha os grandes objetivos. “Um ajuste nas vantagens competitivas da região, alicerçadas nos centros de saber”, adianta o presidente da InvestBraga.

Por isso adianta, é preciso “colocar a cidade no Top10 ibérico e no Top3 nacional a nível económico, cultural e em termos de qualidade de vida”. A estes há ainda que somar, a manutenção do crescimento económico em 1% acima da média da Península Ibérica. Gerar em média 500 novos postos de trabalho por ano.

Carlos Oliveira quer ainda a cidade a evoluir para “uma Innovation City da Península Ibérica, baseada no conhecimento contemporâneo em articulação com um património milenar”. E ainda que Braga se “continue a consolidar como um centro de indústrias criativas e de juventude”.

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