Cruz Vermelha quer “alienar património excessivo”. Está a vender três edifícios

  • ECO
  • 30 Maio 2018

A Cruz Vermelha está a vender, pelo menos, três edifícios, numa operação de alienação de património que pretende reduzir o défice anual da instituição. Ainda não há compradores interessados.

Com o objetivo de diminuir o desequilíbrio nas contas, a Cruz Vermelha está a “alienar património considerado excessivo”. Em causa estão, pelo menos, três edifícios, cujos valores o presidente da instituição não quer revelar. Em declarações ao Correio da Manhã, Francisco George confirma que ainda não há compradores.

Os prédios ficam localizados em Loures (no Prior Velho) e em Lisboa (na Rua Raquel Roque Gameiro e na Avenida José Malhoa). A venda desta última morada acontecerá por cedência do contrato com o banco, já que existe um crédito.

Ainda que recuse comentar o valor do défice anual que a instituição pretende rebater com esta operação, Francisco George adianta que já foram reduzidos em 30% os custos com o pessoal, através de transferências e rescisões. As receitas decorrentes da alienação dos imóveis darão um contributo muito positivo na redução dos desequilíbrios.

De acordo com o mesmo jornal, as contas da sede da instituição apresentaram um défice anual de cerca de um milhão de euros. Uma das leituras possíveis da transação agora confirmada é a de que a Cruz Vermelha está a aproveitar o bom momento do mercado imobiliário português para conseguir maior benefício do seu património.

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