Novo Banco arranca o ano com lucros de 61 milhões de euros

  • Rita Atalaia
  • 11 Junho 2018

O banco liderado por António Ramalho entrou no verde no início do ano. Registou lucros de 60,9 milhões de euros nos primeiros três meses, face a prejuízos de 130,9 milhões no período homólogo.

O Novo Banco passou de prejuízos a lucros nos primeiros três meses do ano. Registou um resultado positivo de 60,9 milhões de euros, em comparação com um prejuízo de 130,9 milhões de euros no período homólogo. Uma recuperação que, segundo a instituição financeira liderada por António Ramalho, se deve sobretudo à venda do ramo segurador.

“Este resultado inclui um efeito positivo das atividades em descontinuação resultante, nomeadamente, da classificação da GNB Vida como atividade em descontinuação (+51,2 milhões de euros) que é compensado com uma variação negativa em reservas de igual valor”, refere o banco num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O processo de venda do ramo segurador está na reta final. Nesta corrida, a Global Bankers foi a única instituição que passou à fase final de negociações direta para comprar o GNB Vida, colocado à venda no ano passado.

Mesmo sem esta venda, o resultado teria sido positivo. “Sem este último efeito, o Grupo Novo Banco teria apresentado um resultado positivo de 9,7 milhões de euros no trimestre”, refere a instituição liderada por António Ramalho.

De acordo com o banco, o resultado operacional totalizou 130,2 milhões de euros no primeiro trimestre, “mais do dobro do valor registado no período homólogo do ano anterior, essencialmente devido aos resultados de mercado e outros resultados de exploração”. Já o produto bancário foi de 252,2 milhões de euros.

Contudo, neste período, o grupo reduziu a sua carteira de crédito em cerca de 2,2 mil milhões de euros face aos primeiros três meses do ano passado, “com especial incidência no crédito não produtivo/non performing loans (-1,9 mil milhões de euros)”. Isto ao mesmo tempo que o depósitos dos clientes aumentaram 3,4 mil milhões de euros, dos quais 1,8 mil milhões resultam da operação LME. “Face a dezembro de 2017 os depósitos reduziram-se 1,1 mil milhões de euros.”

(Notícia atualizada às 18h27 com mais informação)

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