Jerónimo Martins e Nos entram para a lista de ações preferidas do BPI

A retalhista e a telecom foram incluídas na lista de títulos preferidos do BPI na Península Ibérica. Juntam-se à Sonae e à Sonae Capital no top 10 das ações ibéricas de eleição do banco.

O CaixaBank BPI colocou duas novas empresas portuguesas na lista de ações ibéricas preferidas. A Jerónimo Martins e a Nos são as novas representantes nacionais na core list do banco de investimento, juntando-se à Sonae e à Sonae Capital que já integravam o ranking dos dez títulos eleitos para a Península Ibérica. As cotadas nacionais ganham assim espaço entre as preferidas da instituição financeira na região.

Nesta quinta-feira, o CaixaBank BPI divulgou o Iberian Book com o tema “Sailing through stormy politics” (navegando entre políticas tempestuosas). Mas no meio da tempestade, há cotadas nacionais que não só conseguem sobreviver como sobressair, com os ventos a soprarem a favor da praça bolsista lisboeta que deixa de ser representada por duas cotadas na lista de dez convicções ibéricas para passar a ter quatro representantes: Sonae, Sonae Capital, Jerónimo Martins e Nos.

A retalhista e a telecom entraram para a lista, a par da espanhola Ferrovial, para substituírem as também espanholas Cellnex, Logista e o Grupo NH Hotel. Qualquer das quatro cotadas nacionais beneficiou de subida dos respetivos preço-alvos por parte do CaixaBank BPI.

Avaliações atrativas na Jerónimo Martins e na Nos

A Jerónimo Martins beneficiou ainda de uma melhoria de recomendação. A dona do Pingo doce viu a sua recomendação ser melhorada de “neutral” para “comprar”, com o respetivo preço-alvo a subir 3%, dos 17,2 para os 17,7 euros. O novo target representa ainda um potencial de valorização de 32% face aos 13,38 euros a que as ações encerraram a última sessão.

“Pensamos que a atual avaliação é atrativa após a recente queda do preço das ações”, diz o banco a propósito da Jerónimo Martins, apesar de salientar aspetos negativos relacionados com a empresa. Nomeadamente, o esperado abrandamento das vendas no segundo trimestre, devido ao facto de a Páscoa ter sido no primeiro trimestre, mas também o impacto negativo do encerramento das lojas ao domingo na Polónia. Pesando todos esses fatores, o CaixaBank BPI considera que “o prémio de risco parece agora bem equilibrado“. Destaca ainda o eventual impacto positivo que possa resultar dos movimentos de fusões e aquisições na Polónia.

A core list do CaixaBank BPI

Relativamente às ações da Nos, o Caixabank BPI optou por subir em 5% o respetivo preço-alvo, com este a passar dos 5,95 para os 6,25 euros. O novo target corresponde a um potencial de subida de 33% face aos 4,714 euros a que as ações da telecom terminaram a última sessão. A recomendação de “comprar” foi reiterada.

“A atual avaliação parece atrativa à medida que se torna claro que a empresa caminha rumo a um free cash flow e a um dividend yield de um dígito mais elevado“, diz o banco para suportar a melhoria de avaliação da Nos. A essa esperada melhoria atribui a expansão do negócio das telecomunicações, salientando neste campo com o “crescente foco na eficiência” num novo ciclo “com menor crescimento e mais sinergias já implementadas”.

Na core list do CaixaBank mantêm-se a Sonae e a Sonae Capital. Relativamente à holding, o banco subiu em 3% o preço-alvo das ações, com este a passar dos 1,45 para os 1,5 euros, com uma recomendação de “comprar”. Por sua vez a Sonae Capital, continua a ter uma recomendação de “comprar”, mas o preço-alvo foi elevado em 4%. Passou dos 1,3 para os 1,35 euros.

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