Raize vende ações a 2,00 euros. Estreia-se em bolsa a 18 de julho

Maior plataforma de empréstimos a PME vai dispersar 25% do capital. O período de venda de ações arranca segunda-feira, estando prevista a entrada em bolsa para 18 de julho.

A Raize, plataforma portuguesa de crowdfunding e a maior bolsa nacional de empréstimos a PME, vai dar o primeiro passo rumo à entrada em bolsa. Arranca esta segunda-feira a oferta pública de venda inicial dos títulos da empresa que têm um preço de 2,00 euros. Este período prolonga-se até 12 de julho, seguindo-se a entrada em bolsa, a 18 de julho.

De acordo com um comunicado enviado pela Raize, a plataforma vai disponibilizar na OPV inicial um total de 750.000 ações, que representam 15% do capital da sociedade, ao preço de 2,00 euros. Assim, “o montante total da oferta inicial é de 1,5 milhões de euros, para uma capitalização inicial da empresa de 10 milhões de euros”. O montante mínimo de uma ordem de compra, acrescenta a Raize, é de 100 euros, que correspondem à compra de 50 ações.

No início de junho, a Raize anunciava ter entregado os documentos para dar início ao processo de admissão à negociação na Euronext Lisbon. Na altura, a fintech adiantava que as expectativas de entrada se deveriam concretizar num prazo de duas semanas. Duas semanas depois, arranca então a oferta das ações rumo à colocação no mercado que acontecerá em meados do próximo mês.

“A entrada em bolsa será um passo importante para a empresa reforçar a sua presença no mercado, afirmando-se como um dos financiadores de referência das PME portuguesas e uma das melhores alternativas de investimento para particulares”, acrescentam os fundadores em comunicado.

A entrada em bolsa será um passo importante para a empresa reforçar a sua presença no mercado, afirmando-se como um dos financiadores de referência das PME portuguesas e uma das melhores alternativas de investimento para particulares.

Fundadores da Raize

Com um crescimento de 150% em 2017 face ao ano anterior, a plataforma agrega mais de 14.000 investidores que foram responsáveis por mais de 500 operações de mercado. No total, e de acordo com os dados da empresa, estes investidores financiaram mais de dez milhões de euros que serviram para ajudar empresas a investir e reforçar a sua tesouraria.

“A Raize está totalmente preparada para este novo desafio, tanto ao nível do modelo de negócio como da capacidade de cumprimento de todos os requisitos. Em termos regulatórios, a Raize opera uma instituição de pagamentos que é supervisionada pelo Banco de Portugal. Com a entrada em Bolsa, a empresa estaria também sujeita à supervisão da CMVM”, explicava José Maria Rego, cofundador da startup, a 15 de novembro de 2017.

A Raize anunciou em novembro de 2017 que estava a preparar a entrada na bolsa de Lisboa em 2018.

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