Um guia para ir ao debate no Via Bolsa da Euronext

A Euronext Lisboa organiza mais uma edição do Via Bolsa na próxima terça-feira, dia 20. O ECO preparou um guia para seguir o evento ao pormenor. E notas importantes que pode levar para o debate.

Vem aí mais uma edição do Via Bolsa da Euronext Lisboa. Tem lugar na próxima terça-feira, dia 20. O ECO preparou um guia para não perder pitada do evento. São muitas as personalidades que sobem ao palco no Museu do Dinheiro, em Lisboa. E serão muitos os temas em discussão.

Não conhece o programa? Será Carlos Costa, governador do Banco de Portugal a dar as boas-vindas, às 14h30. O evento termina com as notas de encerramento do ministro-Adjunto Pedro Siza Vieira, pelas 17h50. Mas pode consultar a agenda do dia no site da Bolsa de Lisboa.

Vão a debate três grandes temas do mundo dos mercados de capitais. Quer juntar-se à discussão? Então tome nota porque há muito para debater.

  • Next Investment: instrumentos financeiros de mercado

Eles são fundos de investimentos, ETF, certificados. São muitos os instrumentos financeiros que o mercado disponibiliza. Qual o melhor que se adequa ao seu perfil de risco e à sua carteira?

Paulo Freire de Oliveira (Banco BPI), Rui Broega (BiG) e Paulo Cruz (BCP) são os especialistas que vão dar pistas sobre quais as novas tendências que se avizinham em termos de oferta de aplicações financeiras e quais os produtos preferidos pelos portugueses. Mas o painel, que começa às 15h00, não esgota o debate naquilo que a banca disponibiliza aos investidores e aforradores. Muito pelo contrário.

Nos últimos dias saltou para toda a imprensa as quedas abruptas das bolsas, num movimento de turbulência que ainda hoje os analistas tentam dar uma resposta cabal. Afinal, do que se tratou? Foi uma correção saudável? Ou rebentou uma bolha? Como proteger-se da tempestade?

  • Next Step: capital aberto ou private equity?

A bolsa está menos atrativa para as empresas? E será que o mercado de capitais é uma boa opção de saída para os operadores de Private Equity? Quais as vantagens para um emitente?

São bons pontos de partida para uma discussão que se inicia às 16h00 com dois responsáveis que não podiam estar mais dentro do assunto: Rodrigo Costa, presidente da REN, uma das cotadas mais ativas no mercado no ano passado; e João Talone, fundador da reconhecida empresa de private equity Magnum Capital.

Dados da CMVM não deixam dúvidas: os operadores de capital de risco continuam bem afastados da bolsa. Em 2016, não houve nenhuma operação desinvestimento da parte de um private equity via oferta pública inicial, isto apesar de haver investimentos de capital de risco superiores a 2,5 milhões de euros, o que indica que há margem para a introdução de empresas no mercado de capitais, segundo os últimos dados compilados pelo regulador. Um dado que pode ser trazido ao debate.

  • Next Regulation: a regulação e o futuro do sistema financeiro

DMIF II, PRIIPs, PSD2, RGPD… 2018 trouxe consigo um tsunami de regulação com siglas que podem assustar os mais incautos. O que vai mudar? Quais os objetivos? São demasiadas novas regras que surgem ao mesmo tempo? E como se vão adaptar as entidades de menor dimensão?

Nada melhor do que Elisa Ferreira, vice-governadora do Banco de Portugal, para explicar o que está por trás daquelas siglas que vêm trazer mudanças profundas na vida dos portugueses e das empresas. Elisa Ferreira vai estar à conversa com Paulo Câmara, da Sérvulo & Advogados a partir das 17h05.

Assustado com as siglas? Não esteja. O ECO já publicou vários artigos que tentam desmistificar o que aí vem em termos de nova regulação. Por exemplo, em relação ao RGPD, falamos do novo Regime Geral de Proteção de Dados que entra em vigor em maio. DMIF II? É a nova diretiva dos instrumentos dos mercados financeiros que surge com o objetivo de reforçar a proteção dos investidores. E o PSD2, o Payment Services Directive 2, explica-lhe o que vai mudar na forma como faz os seus pagamentos do seu dia-a-dia.

Está preparado?

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

Publisher do ECO

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