Portugal nunca pagou tão pouco pela dívida. Taxa caiu para 2%

Estado conseguiu reduzir a fatura com juros da dívida emitida em 2018. O IGCP pagou um juro médio de 2% nos leilões de obrigações que fez este ano, o mais baixo desde 2010.

O Estado conseguiu reduzir a fatura com juros da dívida emitida na primeira metade do ano, depois de se ter financiado a apenas 2% entre janeiro e junho, a taxa mais baixa desde pelo menos 2010, segundo o Boletim Mensal do IGCP.

Este resultado reflete as condições favoráveis de acesso ao mercado que Portugal tem observado em 2018, isto depois de a República portuguesa ter recuperado o estatuto de investment grade junto das principais agências de rating no final do ano passado.

Só no primeiro semestre, a agência que gere a dívida pública emitiu 9,69 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, o equivalente a 65% do financiamento que pretende obter em 2018. Faltam obter 5,3 mil milhões de euros para que o programa de financiamento do Estado para este ano fique completo.

Quanto custa a dívida do Estado?

Apesar do bom momento, os últimos leilões têm registado já um agravamento das taxas, em virtude das condições de mercado menos confortáveis para os investidores. Por um lado, a recente instabilidade política em Itália veio criar maior desconfiança em relação à continuidade da Zona Euro. Por outro, o Banco Central Europeu (BCE) já anunciou que vai terminar o programa de compras de dívida no final deste ano, promovendo uma normalização da política monetária de forma gradual.

No último leilão de obrigações com prazo a dez anos, realizado a 13 de junho, Portugal pagou um juro a rondar os 2%, depois de ter pago uma taxa de 1,67% no leilão anterior, a taxa mais baixa de sempre.

Para o conjunto de 2018, o IGCP prevê que o juro da dívida emitida ao longo do ano se situe nos 2,8%, abaixo dos 3% que pagou em 2017.

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