Retaliações de Trump fazem cair Europa. Lisboa não escapa

  • Juliana Nogueira Santos
  • 25 Junho 2018

Trump ameaçou as exportações de veículos europeus. As fabricantes caem, arrastando as bolsas. Em Lisboa, as papeleiras pressionam num dia de ganhos na energia.

Está a ser uma segunda-feira penosa nas bolsas europeias. Após o aviso de retaliação de Donald Trump, desta vez apontado para os veículos fabricados em território europeu, os mercados reagiram negativamente. Lisboa não é exceção.

Na sexta-feira, o presidente norte-americano escreveu na sua conta oficial de Twitter que, “tendo em conta as taxas e barreiras comerciais aplicadas pela UE aos EUA e às suas grandes empresas e funcionários, caso estas não sejam quebradas e retiradas, nós avançaremos com uma taxa de 20% em todos os carros a dar entrada nos EUA. Construam-nos aqui!”.

Assim, na Europa, o Stoxx 600 cai 0,5%, enquanto o alemão DAX desvaloriza 0,6% e o francês CAC-40 recua 0,7%, pressionados pelas fabricantes de automóveis. O espanhol IBEX-35 cede igualmente 0,7%.

O PSI-20 perde 0,41% para 5.554,16 pontos, seguindo então o caminho da Europa. A pressionar o índice português estão as papeleiras, que seguem a corrigir de máximos, e o BCP. As energéticas, ainda assim, travam perdas maiores.

A liderar as perdas está o banco liderado por Miguel Maya, que cai 1,38% para 26,52 cêntimos, seguindo-se a Altri, que perde 1,05% para 8,52 euros, e a Navigator, que desvaloriza 0,67% para 5,15 euros.

O setor do retalho também está em terreno negativo, com a Sonae e a Jerónimo Martins a recuarem 0,36% para 1,10 euros e 0,19% para 13,15% respetivamente.

A travar perdas maiores está a EDP Renováveis, que avança 1,26% para 8,43 euros. A empresa de energias renováveis nacional afasta-se cada vez mais da contrapartida de 7,33 euros oferecida na oferta pública de aquisição lançada pela China Three Gorges.

(Notícia atualizada às 8h26 com mais informação)

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