Deutsche Bank chumba testes de stress da Fed. Goldman e Morgan Stanley limitados nos dividendos

A divisão do Deutsche Bank nos EUA reprovou nos testes de stress realizados pela Reserva Federal, enquanto os bancos Morgan Stanley e Goldman Sachs ficaram limitados na distribuição de dividendos.

O Deutsche Bank norte-americano saiu reprovado dos testes de stress realizados pela Reserva Federal dos Estados Unidos, ou Fed. O Goldman Sachs e o Morgan Stanley, por sua vez, ficam limitados na sua capacidade de aumentar os dividendos emitidos, enquanto a maioria dos restantes grandes bancos norte-americanos receberam um visto da Fed, comunicou o banco central esta quinta-feira à noite.

Os planos de capitalização de 34 instituições receberam um visto da Fed, enquanto apenas um, o do Deutsche Bank, foi contestado pelo regulador. Além disto, nos casos do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, os níveis de capitalização foram afetados por alterações na fiscalidade, o que faz com que estes bancos estejam limitados na distribuição de dividendos aos valores distribuídos em anos anteriores. Níveis altos de capital servem para absorver perdas e evitar quebras em períodos de stress.

“Mesmo com os desafios colocados pelas alterações à lei fiscal, os resultados demonstram que os maiores bancos têm grandes níveis de capital, e após fazerem as suas distribuições aprovadas de capital manteriam a sua capacidade de realizar empréstimos mesmo numa recessão grave”, disse o vice-presidente da Fed, Randal K. Quarles, citado no comunicado da instituição.

Os testes de stress divulgados esta quinta-feira incidem sobre futuros cenários de recompra de ações e aumento dos dividendos. É a segunda e última fase desta avaliação à banca norte-americana, que permite medir o pulso à resiliência de algumas das maiores instituições financeiras do mundo. Surge numa altura em que os bancos têm planos para entregar aos acionistas um valor recorde de 170 mil milhões de dólares em dividendos nos próximos 12 meses, segundo a Bloomberg (acesso condicionado).

Na semana passada, quando foi divulgada pela Fed a primeira fase desta avaliação, tocaram os alarmes no Goldman Sachs e no Morgan Stanley devido às projeções de uma queda dos rácios de capital até um valor próximo do mínimo permitido, o que poderia ameaçar as remunerações acionistas que estas empresas planeiam executar. JP Morgan, Bank of America, Wells Fargo e Citigroup, todos eles também tencionam aumentar os dividendos este ano, face ao ano passado, sendo que os valores começam a superar os níveis anteriores à crise financeira de 2007.

Ainda assim, em relação à primeira fase, a Fed considerou o panorama geral da banca norte-americana como estando numa situação positiva. “Os resultados deste ano mostram que, mesmo durante uma recessão severa, os nossos maiores bancos continuariam bem capitalizados”, afirmou Jerome Powell, líder da Fed. Como noticiou o ECO, os 34 maiores bancos passaram no teste e excederam os requisitos mínimos de capital necessários para a viabilidade das suas operações, um resultado que representou uma melhoria face ao ano anterior.

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