Investimentos ferroviários em curso “estão todos encostados à fronteira”

  • Lusa
  • 9 Julho 2018

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, diz que vão continuar com estes investimentos que, de momento, estão "todos encostados à fronteira com Espanha".

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse esta segunda-feira que, numa altura em que tanto se tem falado no Interior e no desenvolvimento do Interior, os investimentos ferroviários em curso “estão todos encostados à fronteira”.

“Este país deve saber que, em matéria dos investimentos ferroviários, todos os grandes investimentos ferroviários que estão neste momento em curso estão todos encostados à fronteira com Espanha”, disse esta segunda-feira o governante, na Guarda.

Pedro Marques esteve na Estação Ferroviária da Guarda, onde presidiu à sessão de lançamento dos concursos públicos da empreitada de modernização da Linha da Beira Alta, entre Cerdeira e Guarda, e de sinalização para a rede ferroviária nacional.

“Seja no Minho, seja aqui em concreto [na região da Guarda], seja, por exemplo, no Corredor Internacional Sul, as nossas ligações internacionais, os troços mais próximos da fronteira, são aqueles que estão agora a ser privilegiados, a ser os nossos grandes espaços de investimento”, apontou.

O ministro acrescentou que estes investimentos “serão complementados com enormes empreitadas, quer no Corredor Internacional Sul, a construir linha nova, quer aqui no Corredor Internacional Norte, com a renovação de toda a Linha da Beira Alta e com a concordância”, na Pampilhosa, para os portos mais a norte, “em particular para Leixões”.

“É assim que queremos continuar”, afirmou Pedro Marques. O governante explicou que já estão a decorrer “obras muito importantes nos vários corredores internacionais como grande prioridade da Infraestruturas de Portugal” e que vão ter continuidade.

“Vamos, por isso, continuar. Continuamos pelo investimento público criterioso, continuamos com obras concretas no terreno, passámos a fase dos estudos, passámos a fase dos projetos, tivemos que a fazer, demorou cerca de dois anos, agora, estamos na fase da obra, do investimento público, do investimento público reprodutivo, daquele que traz mais economia às nossas regiões”, afirmou.

Na sessão de lançamento do concurso para a empreitada de modernização da Linha da Beira Alta, entre Cerdeira e Guarda, a primeira a realizar naquela linha, o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, referiu que o concurso foi lançado pelo valor de 11 milhões de euros.

A obra terá um prazo de execução de 294 dias e naquele troço de 14 quilómetros será realizada a renovação integral da via e a estabilização da plataforma, entre outras intervenções, admitindo que os trabalhos no terreno possam começar no prazo de um ano.

O outro concurso, também lançado esta segunda-feira, para sinalização da rede ferroviária nacional, tem um montante global de 63 milhões de euros.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, reafirmou na ocasião que a cidade e a região têm pela frente o projeto da plataforma ferroviária que, em sua opinião, será, “talvez, o maior desafio para o seu desenvolvimento”.

“É o desafio das próximas décadas”, rematou o autarca.

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