Crescimento económico deve acelerar ligeiramente no segundo trimestre, estima a Católica

  • ECO
  • 11 Julho 2018

De acordo com a Universidade Católica, o crescimento da economia portuguesa deverá ter acelerado no segundo trimestre, com um crescimento de 0,6% em cadeia e 2,4% em termos homólogos.

O crescimento da economia portuguesa deve ter acelerado no segundo trimestre, ao crescer 0,6% em cadeia e 2,4% em termos homólogos, estima o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica.

“Este crescimento trimestral mantém a recuperação da economia portuguesa a um ritmo moderado desde 2013, com algumas oscilações pontuais como foi o caso do primeiro trimestre”, afirma no NECEP na folha trimestral de conjuntura divulgada esta quarta-feira. Recorde-se que no primeiro trimestre deste ano, a economia cresceu 0,4% em cadeia e de 2,1% em termos homólogos.

Segundo a Católica, o investimento terá recuperado a “bom ritmo” no segundo trimestre e as exportações continuam a crescer de “forma saudável”, embora com menor intensidade face ao ano passado. Já o consumo privado deverá manter a sua trajetória de “recuperação moderada”.

Os economistas da Católica mantêm a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos 2,4% no conjunto do ano, ficando ligeiramente acima das previsões do Governo e do Banco de Portugal, que preveem uma expansão de 2,3%. O NECEP também mantém as previsões anteriores para 2019 (2,2%) e 2020 (2%), em resultado “da ausência de surpresas”, o que reflete uma “trajetória de aproximação a um crescimento de médio prazo condicionado por diversos fatores estruturais, designadamente, o elevado endividamento público e privado”.

Na frente orçamental, os economistas continuam a apontar para um défice de 0,9% no conjunto do ano, “na ausência de medidas administrativas relevantes não explicitamente contempladas no OE2018 [Orçamento do Estado para 2018]”.

Ao mesmo tempo, os professores da Católica alinham com a Comissão Europeia no risco de “desvio significativo” face à correção estrutural recomendada (de 0,6 pontos percentuais do PIB), antecipando um agravamento do saldo estrutural de 0,2 pontos percentuais, quanto o Governo estima uma melhoria 0,4 pontos percentuais (segundo o Programa de Estabilidade 2018-2022).

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