Trabalhadores da Autoeuropa reclamam aumentos de 4%, 25 dias de férias e integração de 400 precários

  • ECO
  • 12 Julho 2018

Aumento salarial de 4%, 25 dias de férias e integração de 400 precários são algumas das reivindicações que a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa vai apresentar à administração.

A Comissão de Trabalhadores (CT) do Parque Industrial da Volkswagen/Autoeuropa tem uma longa lista de reivindicações para apresentar durante as negociações com a administração da empresa. Quer aumentos de 4%, sábados e domingos pagos a duplicar, mas também mais dias de férias. E defende que seja feita a integração de 400 precários.

De acordo com o caderno reivindicativo para o próximo ano, a que o ECO teve acesso, os trabalhadores da fábrica de Palmela defende um aumento salarial de 4% “com um mínimo de 36 euros”. No âmbito do pacote remuneratório, e tendo em conta a laboração contínua, defendem o pagamento a duplicar aos sábados e domingos. Atualmente, os sábados são pagos como dia normal, salvo algumas exceções.

É defendida também a atualização dos prémios de desempenho, mas também a atribuição de um prémio de reconhecimento aos funcionários de “500 euros, pago em janeiro de 2019”.

Ao mesmo tempo, a CT pretende que a empresa aumente o número de dias de férias. Atualmente são 22 dias, como acontece na generalidade das empresas, mas os trabalhadores defendem 25 dias. Querem que todos os funcionários tenham direito a dois dias extra, sendo atribuído um terceiro no caso dos funcionários que não apresentem faltas.

Não há despedimentos. Querem 400 precários integrados

Ao mesmo tempo que pedem mais salários, prémios e férias, os trabalhadores querem garantir junto da administração da empresa que não haverá qualquer despedimento coletivo durante a vigência deste acordo que agora vai ser discutido, ou seja, durante o próximo ano. E pedem que mais trabalhadores sejam integrados nos quadros.

A proposta de caderno reivindicativo, que deverá ser discutida na próxima quinta-feira, dia 19 de julho, com os trabalhadores em plenário, prevê que a Autoeuropa se comprometa a converter “até setembro de 2019 a passagem de 400 contratos a prazo em contratos sem termo”.

Estas reivindicações acontecem numa altura em que a produção de automóveis na fábrica de Palmela está a acelerar à boleia do T-Roc. O SUV compacto da Volkswagen está a puxar pela produção de automóveis em Portugal que praticamente duplicou nos primeiros seis meses deste ano para um total de 154 mil unidades.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trabalhadores da Autoeuropa reclamam aumentos de 4%, 25 dias de férias e integração de 400 precários

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião