Trump ameaçou sair da NATO mas garante que “não será necessário”

Trump terá ameaçado sair da NATO se os aliados não aceitarem aumentar as metas da despesa. Em declarações aos jornalistas, o presidente confirmou que o poderia fazer, mas que "não será necessário".

Donald Trump terá ameaçado sair da NATO se os aliados não aceitarem aumentar as metas da despesa da Defesa, adianta o Politico, que cita oficiais e diplomatas da NATO.

O presidente norte-americano terá ameaçado “graves consequências”, se os aliados não se comprometerem imediatamente a aumentar o investimento. Fontes citadas pela Reuters garantem, no entanto, que Donald Trump não colocou em cima da mesa a saída dos EUA da aliança em causa, tendo apenas atacado duramente os parceiros.

Em reação a este duro ataque do líder norte-americano, foi convocada uma reunião de emergência dos líderes da NATO para discutir que decisão tomar. Fora da sala ficou, contudo, Donald Trump, que decidiu aproveitar esta manhã para fazer uma conferência de imprensa.

“Não estou a negociar, só quero o que é justo para os Estados Unidos”, disse o político, em declarações aos jornalistas, sublinhando que, a certo momento, o seu país chegou a financiar 90% da NATO. Sobre a possibilidade dos EUA abandonarem a aliança em causa, Donald Trump confirmou que o poderia fazer, mesmo sem o apoio do Senado, mas notou que tal “não será necessário”, porque os parceiros entretanto concordaram em aumentar as suas contribuições em 33 mil milhões de dólares.

Questionado ainda sobre a eficácia diplomática destes confrontos tão diretos, especialmente com a Alemanha, Trump salientou que é uma “forma muito efetiva” de conduzir as relações com os restantes parceiros e adiantou: “Eles aumentarão [as sua contribuições] e chegarão aos 4%, num período relativamente curto”.

Donald Trump acusou, no início da semana, os parceiros da NATO de estarem em incumprimento no que diz respeito às despesas militares e sugeriu que os EUA deveriam ser reembolsados.

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