Receios de interrupção de produção aliviam. Petróleo afunda 4%

As cotações do petróleo seguem em forte queda nos mercados. O preço do brent e do crude afundam 4%, perante os sinais de alívio em termos de perturbações de produção e do esperado aumento da oferta.

As cotações do petróleo estão sob forte pressão nos mercados internacionais. O preço do barril da matéria-prima afunda em torno de 4% nos dois lados do Atlântico, perante os sinais de alívio no que respeita a interrupções de produção, com os investidores a estarem ainda já de olho no esperado aumento da produção por parte da Rússia e outros países produtores.

O preço do barril de brent recua 4,16%, para os 72,22 dólares — mínimos de três meses — no mercado londrino, enquanto o crude desvaloriza 3,83%, para os 68,29 dólares, no mercado de Nova Iorque.

O recuo das cotações do “ouro negro” acontece numa altura em que os portos da Líbia reabriram, ao mesmo tempo que se avizinha um esperado aumento da oferta de petróleo.

Brent em forte queda

“O complexo perdeu pouco tempo a compensar os ganhos registados na sexta-feira tendo em conta que o espetro de aumento de produção proveniente da Arábia saudita, Rússia e os Estados Unidos ficaram sob crescente foco agora que os portos da Líbia aparentam ter reaberto”, afirmou Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbursch e Associados, numa nota de research citada pela Reuters.

Tudo aponta para que a Rússia e outros países produtores de petróleo possam aumentar a produção em um milhão de barris por dia, ou mesmo mais, caso as falhas de abastecimento atinjam o mercado, afirmou o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, aos jornalistas na passada sexta-feira.

A pesar no rumo das cotações poderão estar ainda as notícia que dão conta que os Estados Unidos possam já ter atingido o limite da sua reserva estratégica de petróleo, o que poderá ser um sinal de mais matéria-prima disponível no mercado.

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