Horta Osório vai dividir o Lloyds em três após o Brexit

O Lloyds Bank está a preparar-se para instalar três subsidiárias na União Europeia após o Brexit. A descentralização é a forma de encarar o risco e vai envolver custos acrescidos.

O britânico Lloyds BankingGroup, presidido pelo gestor português António Horta Osório, tem um plano para criar três subsidiárias na União Europeia após o Brexit. O banco deverá instalar operações em Berlim, em Frankfurt, e contará ainda com uma terceira subsidiária que ainda não se sabe onde vai estar localizada. A notícia foi avançada pela Reuters.

A fragmentação das operações faz parte das medidas do Lloyds para o cenário após a saída do Reino Unido da União Europeia. O setor da banca tem sido um dos mais impactados pelo Brexit, com as empresas a terem de encontrar formas de manter operações no bloco europeu, mesmo que o governo não consiga chegar a um acordo com a Comissão Europeia.

O Lloyds é o banco que mais crédito concede no Reino Unido e sempre concentrou as operações no país. No entanto, a fragmentação terá sido o caminho escolhido por António Horta Osório para o pós-Brexit, sendo que esta divisão será maior do que o que se pensava até aqui.

A ideia geral era a de que o Lloyds iria instalar uma subsidiária em Berlim para as operações europeias, mas a Reuters cita fontes próximas da empresa e garante que não vai ser só uma — vão ser três. A descentralização é ainda uma forma de mitigar potenciais riscos e é vista como uma tendência no setor financeiro.

O plano deverá, em contrapartida, aumentar as despesas do grupo, bem como a complexidade da sua estrutura. Como explica a Reuters, cada uma das três subsidiárias vai ter de ser capitalizada e obter licença própria por parte dos reguladores.

Esta não vai ser a única consequência do Brexit no banco liderado por Horta Osório. Em meados de abril, a empresa revelou um plano para fechar 49 balcões no país e eliminar 1.230 postos de trabalho, ao mesmo tempo que deverá criar 925 empregos noutras áreas de negócio.

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