Idade média da reforma no privado sobe para 64 anos

  • ECO
  • 23 Julho 2018

Os portugueses que trabalham no privado estão cada vez a reformar-se mais tarde. No último ano, a idade média subiu para 64,2 anos, o valor mais alto dos últimos 17 anos.

Os trabalhadores portugueses estão a reformar-se cada vez mais tarde. No último ano, a idade da reforma no privado subiu para 64,2 anos, tocando o valor mais alto dos últimos 17 anos, avança o Jornal de Negócios.

De acordo com os dados do Ministério da Segurança Social (recentemente atualizados pela Pordata), não é só a idade da reforma que tem subido, as penalizações seguem o mesmo caminho, com o fator de sustentabilidade (que se soma a outros cortes) a atingir os 13,88%.

As boas notícias são que, já no final do ano passado, foram dados os primeiros passos no sentido do estabelecimento de regras mais favoráveis para quem tem carreiras realmente longas (de 48 anos ou de 46 anos, se tiver começado a trabalhar aos 14 anos).

A entrada em vigor destas novas regras e a atribuição das pensões acabaram, contudo, por demorar mais do que o previsto. A Provedora de Justiça acabou, por isso, por receber cerca de 200 queixas, que em alguns casos denunciavam “atrasos significativos”.

Pior caminho conheceu a segunda fase do processo de redução das penalizações das reformas antecipadas. Em março, a proposta para acabar com a aplicação do fator de sustentabilidade aos trabalhadores que se reformem aos 63 anos (e que tenham 40 anos de carreira) foi chumbada, mantendo-se os cortes por antecipação da idade (0,5% por cada mês em falta até à idade da reforma).

Questionado pelo mesmo jornal, o Ministério da Segurança Social não adiantou o que está a ser preparado para esta segunda fase.

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